25/11/2009

ELEIÇÕES 2010 - EM ENTREVISTA, DILMA FALA SOBRE ELEIÇÕES, PESQUISAS E ALEGRIAS

Em entrevista Dilma Rousseff confirmou que aceitaria ser a primeira mulher presidente do Brasil, perguntada como estaria conciliando sua agenda de trabalho com a agenda eleitoral, disse que:

"Eu só vou virar pré-candidata em fevereiro, porque só em fevereiro tem congresso do PT que vai escolher quem será indicado para concorrer na sucessão do presidente Lula, para dar continuidade ao projeto do governo."

Quanto ao fato de estar constantemente subindo nas pesquisas amenizou, "Pesquisa é uma coisa virtual, volátil, reflete o momento", "Então, ninguém pode ficar nem muito triste nem muito alegre com as pesquisas", não negando que, igual muitos brasileiros, esta alegre com o resultado.

C/ News Front

06/11/2009

REGIÃO SUL TEM MAIS JORNALISTAS CONECTADOS

A região Sul do Brasil lidera em número de jornalistas que passam mais tempos conectados a redes sociais.

A informação teria sido divulgada pela S2 Comunicação Integrada que realizou uma pesquisa sobre os hábitos da imprensa brasileira dentro das novas plataformas de comunicação.

Segundo a pesquisa, 32% dos jornalistas da região Sul passam mais de três horas por semana em redes como Twitter, Orkut e Facebook. Na região Sudeste, o índice cai para 20%.

As redes sociais listadas foram Orkut, Facebook, Twitter, Flickr, LinkedIn, MySpace e YouTube. Dos participantes, mais de 700 afirmaram que fazem parte de pelo menos uma rede social.

Porém, os blogs tem sido os preferidos dos internautas por seus conteúdos mais completos.

Do News Front

26/10/2009

REDE GLOBO E SUA FANTÁSTICA QUEDA DE AUDIÊNCIA

Na semana passada, a audiência do Fantástico da Globo, bateu recorde....de fracasso. Na ocasião, os diretores da Globo, colocaram a culpa no feriado prolongado para explicar o vexame. Ontem, sem poder culpar o feriadão, novamente o Fantástico, registrou a pior audiência de sua história, segundo a coluna Radar, da revista Veja.

O programa - que está no ar desde 1973 - marcou 16,5 pontos das 20h44 às 23h06 desse domingo (25). Nem mesmo um quadro que mostra a vida de ex-BBBs e a estreia da série do Casseta & Planeta salvaram a atração.

O Programa do Gugu, da Record, teve desempenho parecido com o do Fantástico, com 15 pontos. Já o Programa Silvio Santos, do SBT, e o Pânico na TV, da RedeTV!, marcaram 9,2 e 10,6 pontos, respectivamente.

É, e tem diretor da Globo dizendo que a audiêcia do "Fantástico", foi abalada pela concorrência com programas como "Domingo Espetacular" e com a atração comandada por Gugu na Record...

Por: Helena™

04/10/2009

PARTICIPE DA ENQUETE - QUEM DEVERÁ SER O MASCOTE DO BRASIL NAS OLÍMPIADAS DE 2016 ?

ENQUETE AO LADO!

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27/09/2009

Para sociólogo, problema brasileiro não é de raça mas de desigualdade de classe

A desigualdade social é o problema mais marcante no Brasil. Para o sociólogo Jessé Souza, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, apesar de o racismo ser um "drama real, virulento e que infringe dor e sofrimento para toda uma vida, o aspecto invisível da desigualdade social nunca foi a raça, mas sim o pertencimento à classe social".

“O dado da raça torna esse processo de classificação social ainda mais difícil para algumas pessoas, mas não o explica na sua dimensão mais essencial nem é o dado mais determinante. Apenas a incrível cegueira com relação à reprodução da desigualdade de classes pode explicar que se fale sempre em raça e nunca em classes. Tudo entre nós serve para tornar as classes, o esquema mais fundamental de produção de desigualdades e injustiças de todo tipo, invisível”, analisa o sociólogo que organizou o livro A Ralé Brasileira: quem é e como vive.

No livro, o intelectual alinha mais tijolos na construção de uma teoria social sobre a modernidade brasileira, que se caracteriza por um agudo processo de desigualdade social. O livro fala sobre a brasilidade e sobre as desigualdades de classe, gênero e cor.

O sociólogo acredita que, como apenas as raças são visíveis, o debate se torna pobre e superficial. Segundo Jessé, a raça sempre serviu – com sua própria 'visibilidade' - para obscurecer a classe desde a construção do mito do encontro racial. Nesse mito, “as raças encobrem as classes e a mestiçagem é percebida como prova empírica de uma nação com mobilidade social e abertura”.

Jessé Souza se opõe ao “gueto do racialismo” e tenta com a sua teoria social mostrar que a desigualdade “tem a ver, antes de qualquer outra coisa, com processos pré-reflexivos e emocionais em ação desde a mais tenra idade e no seio da família”, teoriza o sociólogo sobre a reprodução das classes sociais.

Por Gilberto Costa

21/09/2009

Agência de risco prevê que Brasil lidere crescimento da América Latina

A economia da América Latina deve chegar ao final de 2009 ainda em leve recessão, em razão dos efeitos da crise econômica mundial, mas iniciará um ciclo de recuperação já em 2010, liderado por Brasil, Peru, Chile e Colômbia.

A previsão consta de relatório da agência de risco Moody's, divulgado hoje (21) pelo diretor da Moody's para a América Latina, Alfredo Coutiño. Ele estimativa que a região cresça a um ritmo mais forte do que o dos países desenvolvidos.

Pelos cálculos da Moody's, o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina deve crescer em torno de 4% ao ano, no médio prazo, e evoluir para 5% no longo prazo. Isso, apesar de México e países da América Central terem evolução mais lenta, devido à maior dependência da recuperação da economia norte-americana.

De acordo com o relatório, o ritmo do avanço das economias da Argentina, da Venezuela, do Equador e da Bolívia vai depender do grau de flexibilização para eliminar alguns gargalos e, nesse caso, há a necessidade de implantação de reformas.

Alfredo Coutiño disse que, em maior ou menor grau, as reformas são necessárias em todos os países, de modo a garantir maior regulação dos mercados e maior supervisão nos segmentos de energia, serviços bancários e no mercado de trabalho.

Ele entende que Brasil, Chile, Peru e Colômbia estão na vanguarda da recuperação porque têm comércios mais diversificados e sistemas bancários mais regulados. O diretor da Moddy's também ressaltou que a força interna desses mercados foi a principal resistência dos países citados, diante da crise. A agência recomenda o fortalecimento dos mercados domésticos e investimentos, tanto quanto possível, em infraestrutura e serviços.

Por Stênio Ribeiro

05/09/2009

Presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás diz que defender volta da lei 2004 é defender a soberania nacional

Presidente da entidade avalia neste texto os prós e contras das medidas anunciadas para o pré-sal:

ANÁLISE DA PROPOSTA DO GOVERNO PARA O PRÉ-SAL

A proposta do Governo tem três pontos fortes, três pontos fracos e um discutível.

Os pontos fortes são:

1) Mudança do contrato de concessão para contrato de partilha

O atual contrato de concessão prevê a propriedade do petróleo para quem o produzir. Além de contrariar a Constituição que, no seu artigo 173 mantém o monopólio da União, ele retira da União uma enorme vantagem: quem tem a propriedade do petróleo tem um extraordinário poder de barganha, podendo obter grandes vantagens geopolíticas e contrapartidas. Considerando que estamos entrando no terceiro e definitivo choque do petróleo, fruto da chegada do pico de produção mundial, este poder se torna cada vez maior.

O contrato de partilha, que é usado nos países grandes produtores, restaura a propriedade do petróleo para a União que pode pagar a parte do operador em petróleo ou em dinheiro. Nos países exportadores essa parcela é, em média, 16% do óleo lucro (óleo bruto menos despesas de produção).

A legislação em vigor, gerada sob o argumento de que era necessário incentivar a vinda de empresas estrangeiras para investir correndo altos riscos e possibilidade de baixo retorno, ofereceu vantagens como a propriedade do petróleo e um baixo percentual a ser pago à União. Logo, não se aplica ao pré-sal. A Petrobrás, depois de 30 anos de pesquisa, descobriu uma província petrolífera enorme, tendo furado 13 poços e achado petróleo nos treze. Logo, o pré-sal não tem mais risco e a possibilidade de retorno dos investimentos é muito alta. Portanto, a legislação atual tem que ser mudada e o contrato de concessão também. Defendemos a volta da Lei 2004 que deu ao país a auto-suficiência e permitiu que a Petrobrás desenvolvesse as pesquisas para a descoberta do pré-sal.

Além de ser a tendência moderna, pois 80% das reservas mundiais pertencem a empresas estatais, contra apenas 3% pertencentes ao cartel internacional, o petróleo é um bem absolutamente estratégico e tem que ser controlado pelo país proprietário dele.

2) A Petrobrás será a operadora de todos os blocos.

Em alguns casos, dos campos considerados estratégicos (alta produtividade e baixo risco) ela terá toda a operação para si, pagando à União um percentual do óleo lucro na faixa de 70 a 80%. Nos demais haverá leilão e o consórcio vencedor será aquele que oferecer maior percentual para a União. Do percentual que couber ao consórcio, a Petrobrás terá 30% para si e a outra empresa terá 70%. A grande vantagem desta proposta é que a Petrobrás como operadora irá desenvolver o mercado nacional, gerar empregos no país e desenvolver a capacitação nacional. Além disto, ela irá obedecer a velocidade de produção estabelecida pelo Conselho Nacional de Política Energética e, muito importante, garantir a lisura na medição dos quantitativos produzidos, pois esta medição gera muita manipulação no mercado internacional.

3) Criação de um Fundo Social

É importante porque evita a entrada dos dólares de exportação na economia sobrevalorizando o Real. O fundo irá aplicar os recursos no mercado internacional e no País e os resultados serão aplicados em investimentos sociais.

Os pontos negativos:


1) Continuidade dos leilões

É negativo por gerar efeitos colaterais indesejáveis a saber:

a) Os países desenvolvidos da Ásia, da Europa, os EUA e o cartel internacional do petróleo não têm reservas e por isto estão numa situação dramática por ter criado uma dependência irresponsável do petróleo. Suas empresas viriam para cá ávidas para produzir. Com isto o pré-sal poderia se esgotar em menos de 13 anos, ao invés dos mais de 40 anos possíveis;

b) A entrada maciça de dólares no País causaria uma sobrevalorização do Real inviabilizando as empresas de exportação fora do setor petróleo. Geraria uma dependência de um único produto. Seria a famosa doença holandesa. Poderia também gerar a doença nigeriana, mais grave: empresas estrangeiras produziram e exportaram o petróleo da Nigéria, o País não saiu da pobreza e ficou sem petróleo;

c) Os dólares recebidos pela exportação do petróleo teriam que ser aplicados nos títulos do tesouro americano, rendendo juros negativos e aplicados através de uma moeda decadente.

2) Criação da Petrosal

Ao nosso ver, a criação dessa empresa pressupõe a continuação dos leilões com todas as desvantagens já citadas. Não havendo leilões e o Governo usando a Petrobrás para desenvolver o pré-sal, essa estatal é totalmente desnecessária.

Ponto controverso:

1) Aporte de capital na Petrobrás no montante equivalente a 5 bilhões de barris.

Da forma como está proposto seria muito favorável aos acionistas minoritários da Petrobrás e desvantajoso para a União. Isto porque os 5 bilhões de barris seriam petróleo a produzir e seriam avaliados por peritos internacionais por um valor menor do que 10% do valor real. Assim, os acionistas teriam incorporado ao seu patrimônio um petróleo cotado a cerca de, digamos, US$ 5 por barril, contra US$ 70 no valor do mercado. Ao nosso ver esse aporte tem que ser feito usando as reservas em dólares da União, que podem ser repostas com a renda do pré-sal. Essa recompra das ações da Petrobrás deve ser feita de forma gradativa.

Conclusão

A proposta do Governo traz alguns avanços, mas é necessária uma mobilização da sociedade, não só para sustentar os avanços da proposta, mas também para se obter mais avanços, pois, afinal, essa é uma riqueza que pertence ao povo brasileiro e deve ser usada para o seu benefício. O petróleo proporcionou o maior movimento da história do Brasil quando era apenas um sonho. Agora que ele se tornou uma realidade maior do que tudo o que se esperava temos todos os motivos para defender os interesses do povo brasileiro.

Defender a volta da Lei 2004/53 é defender a soberania nacional. Isto está em sintonia com a modernidade, pois mais de 80% das reservas estão com empresas estatais com tendência de aumento. Além disto, a falácia que o mercado é competente, que as empresas privadas são mais competentes, foi tudo para o ralo. Empresas foram estatizadas para sobreviver.

Por FERNANDO SIQUEIRA

28/08/2009

PSDB AFUNDADO EM AÇÕES NO STF, PT NÃO TEM NENHUM SENADOR COM PROCESSO

SENADORES DO PSDB ESTÃO AFUNDADOS EM AÇÕES JUDICIAIS NO SUPREMO, ENQUANTO PT NÃO TEM NENHUM SENADOR COM PROCESSO NO STF

A matemática também nos ajuda na Educação Política. Veja o caso dos 14 senadores que têm processos no Supremo Tribunal Federal. Dos 14, cinco são do PSDB, isso mesmo. O número de processados do PSDB só perde para os do PMDB, que são seis. O PT não tem nenhum senador com processo no STF. Ou seja, pelo que se vê o potencial de corrupção dos partidos no Senado é bem diferente.

O levantamento foi feito pelo portal G1, da Rede Globo.

É claro que é preciso verificar exatamente o processo de cada um, mas a matemática nos ajuda a verificar a qualidade em geral dos senadores do PSDB e PMDB, assim como indica a excelente situação da bancada do PT. Durante as eleições, nos programas eleitorais, todos são honestos e santinhos, mas durante o mandato é que se aprende a votar.

Veja os processados no STF, segundo o portal G1:

- Cícero Lucena (PSDB-PB)

- Demóstenes Torres (DEM-GO)

- Fernando Collor (PTB-AL)

- Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

- João Ribeiro (PR-TO)

- Leomar Quintanilha (PMDB-TO)

- Lúcia Vânia (PSDB-GO)

- Mão Santa (PMDB-PI)

- Marconi Perillo (PSDB-GO) Mário Couto (PSDB-PA)

- Neuto de Conto (PMDB-SC)

- Romero Jucá (PMDB-RR)

- Valdir Raupp (PMDB-RO)

- Wellington Salgado (PMDB-MG)

STF arquivou processos contra 29 senadores

Isso significa que 14 dos 80 senadores em exercício (17,5%) são suspeitos de crimes que vão de calúnia a fraudes na administração pública.

Por Educação Política

21/08/2009

Vox Populi contradiz Datafolha

Pesquisa do Instituto Vox Populi sobre as intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2010 chama a máxima atenção, porque contradiz frontalmente a pesquisa Datafolha publicada nessa semana. Vejam só a diferença:

Datafolha: José Serra 37% (PSDB); Dilma Rousseff 16% (PT); Ciro Gomes, 15% (PSB); e Heloísa Helena 12% (PSOL). VoxPopuli: Serra 30%; Dilma 21%; Ciro 17%; Heloísa Helena 12%.

O Datafolha deu nada mais, nada menos que sete pontos percentuais a mais para Serra e cinco a menos para Dilma! Realizada entre 31 de julho e 04 de agosto, a pesquisa Vox Populi ouviu 6.970 pessoas de diferentes segmentos sócio-econômicos em todo o país: 69% destes deram a nota máxima, "positivo", ao governo Lula.

Tornada pública pela Band - apesar da pressão do governador José Serra para que não divulgasse - a pesquisa do Instituto Vox Populi atesta o que venho dizendo neste blog: Serra cai em São Paulo e a ministra Dilma sobe em todos os Estados do Brasil.

No Nordeste, por exemplo, já passou o candidato do PSB, Ciro Gomes e o governador Serra. A pesquisa também informa que se Ciro sair da disputa, seus votos são distribuídos para os três outros candidatos incluindo Heloísa Helena.

Band à parte, o restante da mídia cala ontem e hoje sobre essa pesquisa. Mas não adianta a mídia silenciar, muito menos a oposição pressionar para que seus índices não sejam divulgados.

Por ZD

13/08/2009

Pesquisa Vox Populi: gaúchos apoiam Dilma

Pesquisa do Instituto Vox Populi, encomendada pela Revista Voto e publicada na edição desse mês, sobre a preferência do eleitorado gaúcho para as eleições de 2010 revela: a pré-candidata petista à presidência da república, Dilma Rousseff alcançou o empate técnico com o adversário tucano José Serra no Rio Grande do Sul.

No levantamento, feito entre os dias 1º e 6 deste mês, foram ouvidos mil gaúchos maiores de 18 anos, de todos os segmentos sociais, econômicos e demográficos do Estado. Vale lembrar que a margem de erro da pesquisa é 3,1% e o índice de confiança atinge 95%.

Vejam os resultados: na pesquisa induzida (os nomes dos candidatos são apresentados durante a entrevista) para o 1º turno, se a disputa contar com os nomes de Dilma Rousseff (PT), Ciro Gomes (PSB) e José Serra (PSDB), a candidata petista tem 26% das intenções de voto contra 25% de Serra. E sem a candidatura Ciro, ambos empatam com 29%.

Para o 2º turno, na pesquisa induzida, Serra venceria com 39% contra 34% de Dilma. Já se o candidato ao Planalto for o outro postulante do PSDB,o governador de Minas, Aécio Neves, ele perderia com 25% frente aos 38% de Dilma Rousseff.

Se a disputa for entre Aécio, Dilma e Ciro, a ministra ultrapassa Ciro (21%) e vence com 26% contra 11% de Aécio. Sem a candidatura Ciro, Dilma também vence Aécio - ela tem 31% e ele 15%.

Como previ neste blog, o empate entre Dilma e Serra antes do início da campanha, já é realidade pelo menos no Sul do país.

Por ZD

04/08/2009

Com Lula e mesmo em crise, 503 mil brasileiros saíram da pobreza

O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, divulga o estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados
Brasília - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou que, apesar dos efeitos nocivos da crise mundial iniciada há um ano, 503 mil pessoas deixaram a condição de pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do país. O levantamento do Ipea comparou o número de pobres existentes, no Brasil, antes e durante a crise financeira internacional.

“De 2002 para cá, temos 4 milhões de pessoas a menos vivendo em condições de pobreza no conjunto dessas seis regiões. Na comparação do período atual com o período anterior à crise, verificamos que 503 mil pessoas saíram da pobreza”, disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, no lançamento do estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados.

O estudo abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre. Segundo Pochmann, parte da redução se deve às políticas nacionais que visaram proteger a base da pirâmide social.

“Houve uma série de decisões que ajudaram a criar uma rede de proteção social àqueles segmentos mais vulneráveis da população brasileira”, afirmou o presidente do Ipea. “Entre elas, houve a elevação do salário mínimo e a ampliação do programa Bolsa Família, que impediram que o Brasil aumentasse a pobreza, como havíamos observado em outros momentos de crise”, completou.

O estudo comparou o número de pobres entre outubro de 2007 e junho de 2008 com o do período entre outubro de 2008 e junho de 2009. Das 503 mil pessoas que saíram da condição de pobreza – cuja renda per capita da família é de meio salário mínimo –, quase 63% localizavam-se na região metropolitana de São Paulo.

Por Pedro Peduzzi

11/07/2009

Eleições 2010 - Dilma já vence Serra por 41,4% contra 37,6%

Segundo pesquisa do Instituto GPP-Brasil, realizada entre os dias 11 e 14 de junho, sobre as eleições presidenciais de 2010, a ministra Dilma Rousseff já está na frente de José Serra na região Nordeste e bem posicionada nas demais regiões do país. O levantamento, encomendado pelo Dem e divulgado pelo blog do ex-prefeito do Rio, César Maia, apontou Dilma com 41,4% de apoio no Nordeste contra apenas 37,6% do pré-candidato tucano.

Nacionalmente, a ministra Dilma, que já vinha crescendo em todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas recentemente, atinge a casa dos 29%. Enquanto a ministra-chefe da Casa Civil de Lula cresce, José Serra, provável pré-candidato do PSDB, vem mantendo-se estático, ou mesmo em queda. Na GPP ele aparece com 46%. Um dado interessante neste levantamento é que 8% dos entrevistados acham que o candidato de Lula é José Serra e 5% apontam Heloísa Helena, do Psol, como candidata do presidente. Quando, na campanha, ou mesmo antes, essas pessoas descobrirem que a candidata de Lula é a ministra Dilma, ela certamente crescerá mais e o tucano seguirá perdendo apoio.

O resultado no Nordeste foi obtido quando a pesquisa mostrou a ministra Dilma Rousseff como a candidata única da base aliada. Quando é acrescentado o nome do ex-ministro da Integração Regional de Lula e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, como candidato, o resultado revela que Serra cairia para 35%, Dilma ficaria com 19% e Ciro teria 23% da intenções de voto. Ou seja, um ano e quatro meses antes das eleições os candidatos mais próximos de Lula, juntos, obtêm mais de 40% de apoio entre os nordestinos, enquanto Serra cai de 37,6% para 35%.

O apoio ao governo Lula também se evidencia nacionalmente quando a pesquisa faz a pergunta sobre “quem seria o melhor presidente para o Brasil, hoje?”. A resposta mostra Lula com 42% dos entrevistados enquanto o governador de São Paulo obtém apenas 8%.

Outra pergunta encomendada pelo Dem que revela a força eleitoral do governo Lula é se o eleitor votaria num candidato do presidente ou num candidato da oposição. Neste caso, 42% respondem que votam no candidato de Lula, enquanto apenas 20% dizem que votariam num candidato da oposição. Esta diferença de mais do dobro a favor do candidato do governo é obtida a nível nacional porque no Nordeste, o candidato apoiado por Lula chega a 58% de apoio.

A pesquisa também avaliou como o governo Lula está enfrentando a crise que surgiu no coração de Wall Street e se espalhou pelo mundo. A resposta que o presidente está enfrentando bem foi apontada por 46% dos entrevistados. Já 43% disseram que Lula está enfrentando de forma regular enquanto um mau desempenho do governo foi apontado por apenas 9% das pessoas. Para menos de 10% das pessoas entrevistadas a crise afetou o Brasil mais do que outros países. Ela foi igual aos outros para 34% e menor para 51% das pessoas.

Um outro dado obtido com a pesquisa do Dem que é ruim para a oposição é que uma ampla maioria, 68% dos entrevistados, acham que o partido do presidente, o PT, defende os pobres, enquanto apenas 5% acham que o PSDB defende os pobres. A pesquisa mostrou também que somente 3% das pessoas acham que o Dem é um partido que defende os mais pobres.

Do Hora do Povo

27/06/2009

E PORQUE NÃO LULA CANDIDATO À VICE DE DILMA EM 2010?

A tese embasando a permissão da candidatura de Lula à Vice-Presidência na chapa de Dilma é a seguinte:

"Tem sido objeto de discussões apaixonadas a possibilidade da candidatura do Presidente da República ao próximo pleito ao cargo máximo do País. Como está posta a lei, não se é permitida a reeleição para um terceiro mandato e isso é ponto pacífico, tanto que foi considerado inconstitucional pelo próprio relator para a análise da emenda no Parlamento Federal. No entanto o que não se tem considerado amplamente é que, salvo melhor e mais abalizado juízo, é permitida a candidatura do atual Primeiro mandatário ao cargo de Vice-Presidente para o próximo pleito. Isso sem ferir qualquer preceito constitucional ou requerer emenda de qualquer espécie.

Tal possibilidade se encontra embasada na leitura conjugada da Constituição Federal em seus arts. 14, inciso 5° e 6°; e arts. 79 e 80 e da resolução 20.889 de 09 de outubro de 2001 da lavra do TSE.

Em primeiro lugar, vejamos os textos legais:

Art. 14, § 5º (CF): O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.

§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

Também, vejamos a primeira parte do contido na Resolução 20.889 do TSE

Consulta. Vice candidato ao cargo do titular.

1. Vice-presidente da República, vice-governador de Estado ou do Distrito Federai ou vice-prefeito, reeleito ou não, pode se candidatar ao cargo do titular, mesmo tendo substituído aquele no curso do mandato.

O primeiro texto, por óbvio é da Constituição Federal do Estado Nacional. O segundo é uma interpretação do texto desta mesma Constituição, por parte de nossa mais alta côrte eleitoral. O que se analisou e chancelou foi justamente, a possibilidade da candidatura de um vice-governador ao posto de governador no pleito seguinte, coisa que pelos dizeres da Carta Magna, seria proibida.

É sobre esta análise que embasamos nosso pensamento. São diversos aspectos de pequena monta, mas de grande importância, que dão suporte a toda a linha de raciocínio.

Notemos que pelo texto constitucional, a segunda reeleição para o mesmo cargo, é terminantemente proibida. Prendendo-nos exclusivamente ao descrito na lei, verificamos que também seria proibida a candidatura do Vice-Presidente ao cargo do Presidente, da mesma forma que do vice-governador ao cargo de governador.

Mas de acordo com o decidido pelo TSE em sua interpretação que nos foi trazida anteriormente, tal possibilidade passou a ser permitida. Tratou-se, como já visto, de questão proposta no ano de 2001 sobre fato concreto e levado ao cabo nas eleições então vindouras. Bom frisar, não se tratou de análise de hipótese apenas em tese. Foi situação factual.

Porém, antes de nos apegarmos às permissões da lei, convém um breve pensamento sobre a individualização dos cargos. É de muita valia diferenciar a função da Presidência com a da Vice-Presidência, já que esta foi a questão fulcral da decisão expelida pelo TSE.

Queremos crer que não haja a possibilidade da extensão por analogia de um cargo com o outro e vice-versa. Ou seja, não há que se interpretar como sendo “a mesma coisa” a Presidência e a Vice-Presidência já que a própria Constituição Federal os descreve como distintos. Havendo dúvida, vejamos o art. 79 de nossa lei máxima:

Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.

Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais.

Especificamente vemos que no Parágrafo único acima descrito, a figura do Vice-Presidente conta com atribuições próprias, e uma delas é a de substituir o Presidente. Se assim o é, por conseguinte se pode concluir que se tratam de cargos e funções distintas. Isso sem mencionar o óbvio. Se existe a previsão para um cargo e outro, é porque são de distintas naturezas ainda que venham a se materializar como iguais, hora ou outra.

No caput do art. 79, outra demonstração de que os dois cargos são tratados de maneira individualizada. Ao falar do impedimento, cita a um, depois ao outro. Assim, vejamos mais uma vez:

Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.

Caso se tratassem do mesmo cargo, ou se um fosse apêndice do outro, o impedimento do primeiro necessariamente acarretaria o impedimento do segundo, coisa que aliás, foi amplamente levantada na ocasião da retirada do poder do ex-Presidente Fernando Collor. Na época se entendeu, corretamente, que um não estava diretamente ligado ao outro. Se o entendimento tivesse sido diferente, Itamar Franco jamais poderia ter assumido o mais alto cargo do País.

Apesar de serem eleitos pela mesma chapa ou coligação, as vezes até pelo mesmo partido, não estão visceralmente ligados entre si o Presidente e o Vice-Presidente.

Na mesma esteira da individualização dos cargos, notamos no art. 80 também da Constituição Federal, as outras figuras aptas a assumirem a Presidência da República, em caso de vacância. Vejamos:

Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.

Ora, antes de tudo, se reforça a característica independente de cada cargo do executivo pois a Constituição cita nominalmente o Presidente e depois, o Vice-Presidente. Em seguida, se verifica que tanto o Deputado como o Senador que eventualmente assumissem a Presidência da República, foram previamente escolhidos pelo voto popular para seus respectivos cargos e funções. Exceção aplicada somente ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, já que sua escolha não se dá através do conclamo da população.

É dizer que nenhuma ligação tem a figura do Presidente com os demais que possam vir a substituí-lo

Ademais, bom é aclarear que o fato de nas eleições não se votar especificamente na figura do Vice-Presidente da República para o preenchimento do cargo, se dá por mera lógica e tecnicismo legal, mas com muita razão, ao meu ver. Do contrário poderiam ocorrer casos de se ter o Presidente de uma corrente administrativa, e o Vice-Presidente de outra contrária, um tentando desfazer o que o outro construiu, ou no mínimo, lhe obstruindo os trabalhos tanto quanto pudesse.

Portanto, pacificado está que se tratam de cargos e funções distintas. E isso, em total consonância com o expedido pelo TSE.

Com efeito, voltando ao cerne do já citado art. 14 da Constituição Federal, ao tratar da reeleição para um chamado terceiro mandato, concluímos com segurança que ela é vedada ao ocupante do cargo, para a mesma função, ou de uma função “subalterna” que viesse ocupar a superior, por exemplo. Observemos novamente o artigo:

O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.

Se percebe com clareza pelo descrito na lei, que o Presidente da República não pode se candidatar mais de uma vez ao mesmo posto. Nem tampouco, poderia o Vice-Presidente ou qualquer outro que viesse a substituir o Presidente, pleitear a eleição para o cargo máximo da nação.

Mas notemos que a lei não veda, aliás, sequer menciona, a possibilidade de o Presidente da República se candidatar à Vice-Presidência no próximo pleito. O texto legal diz apenas que aquelas figuras lá citadas podem ser reeleitas apenas uma vez. Ora, reeleitas para quais cargos? A lei não diz. A tomar o dito legal como taxativo, após o exercício da Presidência ou da governança em segundo mandato, não poderia a pessoa em questão se candidatar a nenhum outro cargo eletivo na corrida eleitoral imediatamente seguinte.

Assim fosse, um ex-Presidente ou um ex-Governador, não poderiam se candidatar ao Senado, por exemplo, após deixarem seus cargos.

Afinal, notemos que o termo “reeleitos” não significa necessariamente nova condução ao mesmo cargo. Este entendimento é derivado da interpretação teleológica de nossos juristas mas não sobrevive ao crivo hermenêutico. Afinal de contas, a pessoa está sendo novamente eleita. Mesmo que para cargo distinto.


A permissão para a candidatura do Presidente a outro cargo, como por exemplo, ao Senado ou ao cargo de Deputado vem logo em seguida, no inciso 6° do mesmo art. 14. Vejamos:

§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

Desta forma, a primeira conclusão aqui elencada é que ao Presidente é vedada nova candidatura à Presidência, mas se trata de conceito interpretativo, já que a lei não menciona textualmente o cargo objeto da reeleição. De toda forma, já temos assumido tal aspecto como incontroverso. E caso queira concorrer a outro cargo, resta ao Presidente promover sua renúncia em tempo hábil.

Do mesmo modo, pela leitura da lei é vedado ao Vice-Presidente da República pretender concorrer ao terceiro mandato consecutivo como segundo mandatário do País. Quer dizer, o Vice-Presidente não poderia novamente concorrer à Vice-Presidência em seguinte eleição, ainda que em outro partido ou outra chapa. Também é proibido a ele, pela mera leitura da letra da lei, pretender ser eleito como Presidente neste suposto pleito seguinte. Aliás, novamente se ressalta, exclusivamente pela leitura legal, ao Vice-Presidente não seria permitida nenhuma candidatura ao pleito seguinte já que a “reeleição” só é permitida uma única vez. Mas não menciona a qual cargo já que uma nova candidatura bem sucedida, enseja sem dúvida alguma, uma outra eleição. Ou seja, em tese, uma reeleição. Porém, como já dito, se trata de entendimento pacificado e não seria de bom tom mergulhar em tal controvérsia.

Prova desta permissividade de entendimento, sepultando uma eventual lacuna da lei, foi a eleição do ex-Vice Presidente Marco Maciel. Assim que deixou a Vice-Presidência, assumiu o cargo de Senador da República. Campanha aliás, feita sem a necessidade da renúncia prévia que a lei estabelece exclusivamente ao Presidente da República.

O entendimento de que o cargo de Vice não tem maiores ligações com o seu superior, nem se prende a determinados aspectos legais se deu também pela leitura da já citada resolução 20.889 de 2001 do TSE.

Assim diz o texto:

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

RESOLUÇÃO N° 20.889 (9.10.01)

CONSULTA N° 689 - CLASSE 5* • DISTRITO FEDERAL (Brasilia).

Relator: Ministro Fernando Neves.

Consulente: Anivaldo Vale, deputado federal.

Consulta. Vice candidato ao cargo do titular.

1. Vice-presidente da República, vice-govemador de Estado ou do Distrito Federai ou vice-prefeito, reeleito ou nao, pode se candidatar ao cargo do titular, mesmo tendo substituído aquele no curso do mandato.

2. Se a substituição ocorrer nos seis meses anteriores ao pleito, o vice, caso eleito para o cargo do titular, não poderá concorrer à reeleição.

3. O mesmo ocorrerá se houver sucessão, em qualquer tempo do mandato.

4. Na hipótese de o vice pretender disputar outro cargo que não o do titular, incidirá a regra do art. 1°, § 2°, da Lei Complementar n° 64, de 1990.

5. Caso o sucessor postule concorrer a cargo diverso, deverá obedecer ao disposto no art. 14, § 6o, da Constituição da República


A presente consulta, acima trazida, se deveu ao caso concreto onde o então Vice-Governador de São Paulo, sr. Geraldo Alckmin, pretendia concorrer ao cargo maior daquele estado, após a morte do então Governador Mário Covas.

Ressalte-se que naquela ocasião, Alckmin já havia servido como Governador anteriormente, na vacância do titular, o que em tese, o tornaria inelegível para o tal terceiro mandato. Ocorre que pelo entendimento exarado pelo TSE, como já explicado, os cargos não se confundiam.

Acertada visão pois daquele modo, o TSE corrigiu a discrepância presente na lei. Ainda que levantando questões de moral casuística.

Alckmin quando se elegeu pela primeira vez, havia sido votado, segundo se observou, para o cargo de Vice-Governador de Mário Covas, e esta função ocupou por duas gestões. Mas na visão de nossos magistrados, o pleito para a governança seria plenamente cabível já que se postulava função distinta, com atribuição própria. Em uma gestão fora Vice, na outra seria Governador. Assim, não se trataria de terceiro mandato.

Se assim não fosse, deveria ter sido aplicado o disposto na última parte do inciso 5° do art. 14 da Constituição Federal, o que obviamente, não ocorreu, com plena concordância da máxima instância eleitoral do País. Vejamos o referido texto legal:

(...) e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.

Textualmente se verifica a proibição de qualquer pessoa que tivesse assumido o principal cargo executivo, pretender lograr nova disputa, afinal, a Constituição Federal não fala em prazos ou condicionamentos. O texto legal simplesmente proíbe alguém que tenha exercido a função de titular, pleitear nova candidatura. Foi tal proibição que a resolução do TSE veio a esclarecer.

Em outras palavras, o TSE assumiu que Presidência e Vice-Presidência são cargos distintos em sua essência. Por isso deu a permissão da candidatura de um vice-Governador ao cargo de Governador, sepultando aquilo que poderia ser considerado uma segunda reeleição, ou um terceiro mandato.


Eis pois, que é fechado o entendimento de que não há confusão de cargos e funções. Esta visão subsiste também porque a Constituição Federal demonstra a Presidência e a Vice-Presidência como funções distintas. A resolução do TSE só veio a sedimentar tal conceito.

Assim, pelo exame literal da lei brasileira no art. 14 da Constituição Federal, em seu inciso 6°, onde se diz que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA se quiser disputar outro cargo deverá renunciar com determinada antecedência, permite, com todas as letras, que haja a candidatura ao cargo da vice-Presidência. Afinal, são cargos distintos. Novamente ressaltando, se não fossem considerados cargos distintos, a Resolução do TSE não poderia ter permitido a candidatura do então Vice-Governador Geraldo Alckmin à governança de seu estado. Pois se trataria claramente de terceiro mandato.

Bem descrito está. Para concorrer a outros cargos, o Presidente da República terá tão somente que renunciar ao seu mandato no máximo, com 6 meses de anterioridade do pleito subsequente. Neste caso, a Vice-Presidência, sem a menor margem de dúvida, se trataria de OUTRO cargo. Afinal, a lei e os entendimentos resolutivos e sumulares, não podem variar de acordo com a conveniência de quem os interpreta, nem tampouco, com a intenção de favorecer este ou aquele candidato.

Por Marcelo W. Marcengo, advogado.

10/06/2009

PESQUISA CNI/IBOPE - DILMA CONSOLIDA SEU NOME RUMO A 2010

Mais uma pesquisa aponta crescimento de Dilma Roussef em projeções para 2010. Desta vez, foi a CNI/Ibope que mostra números realmente animadores para as aspirações da ministra. Ela aparece com 18% nas intenções de voto. Com os novos resultados da pesquisa, a corrida presidencial começa realmente a tomar forma. O governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, apostava todas as suas fichas em um desempenho pífio de Dilma Roussef nesse primeiro momento da corrida presidencial, e com os números inteiramente a seu favor, sua campanha a presidente deslancharia sem sustos. Entretanto, não é isso que está acontecendo, e com o robusto crescimento da tendência pró Dilma em todas as pesquisas, alguns membros do PSDB, começam a abraçar a hipótese de Serra vir a apoiar Aécio Neves. Seria melhor não arriscar o governo de São Paulo em uma corrida que parece começara mudar o rumo.

Já o presidente Lula volta a afirmar que não acredita e não apóia a tese de terceiro mandato, e que a Dilma deve ser a candidata do Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais em 2010. Essas recentes declarações de Lula já devem ter tido alguma influência nas últimas pesquisas que apontam estar consolidada a pré candidatura de Dilma. Com isso, a aposta dos tucanos em afirmar que o PT não teria um nome forte para a disputa, e que o nom,e de Lula seria o único capaz de fazer frente a Serra - para isso, o governo teria que aprovar um Projeto de Emenda à Constituição, bastante improvável - cai completamente por terra. A cúpula tucana começa a sentir uma sensação de Déjà vu.

Por Ricardo Milán

01/06/2009

Crescimento de Dilma nas pesquisas não para

Agora é o levantamento do Datafolha publicado no fim de semana (domingo, 31.05.2009) que revela: a pré-candidata do PT à presidência da República no ano que vem cresceu 5% na preferência do eleitorado.

Com isso, confirmaram-se nossas previsões de que seu nome ultrapassaria os de outros dois pré-candidatos, o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) antes do São João desse ano (o próximo dia 24).

O governador-presidenciável de São Paulo, José Serra (PSDB) caiu 3%. Como Dilma ainda não é conhecida de grande parte do eleitorado, como 54% ainda não sabem que ela é a candidata do presidente Lula, e como este retomou seus melhores indíces de popularidade (também o apoio ao governo e ao PT na preferência nacional), tudo indica que ela vai continuar a subir até encostar no candidato tucano que lidera hoje as pesquisas.

Pesquisa traz péssimas notícias para a oposição

Isso sem considerar que ainda não está decidido quem será o candidato do PSDB e qual será o cenário da disputa em 2010. Com as pesquisas e a retomada do crescimento da economia brasileira (leia notas abaixo), ainda lento e baixo, mas seguro, as notícias são boas para o povo, mas péssimas para a oposição.

Uma oposição, diga-se de passagem que já está (e já estava, antes dessa pesquisa) desarvorada, tanto que acaba de embarcar na canoa furada da CPI da Petrobras, trazendo de volta o fantasma da privatização da empresa, medida que não conseguiu concretizar no governo FHC, mas que retoma agora sob a bandeira da CPI.

A CPI e o retorno à tentativa de privatização da Petrobras incomodam aos brasileiros, atrapalham, mas essa é uma tática da oposição fadada ao fracasso e ao repúdio nacional. Devemos enfrentá-la nas ruas e na ofensiva, sem medo de denunciá-los (os oposicionistas) e de desmascará-los.

Por ZD

22/05/2009

RUMO AO PLANALTO - DILMA JÁ ULTRAPASSA OS 20% DE INTENÇÕES DE VOTO DOS ELEITORES BRASILEIROS

Pesquisa do instituto Vox Populi realizada entre os dias 2 e 7 de maio mostra que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já tem entre 19% e 25% de intenção de votos para a Presidência da República, caso seja candidata em 2010.

O levantamento, que ouviu duas mil pessoas em todas as regiões do país, mostra ainda que o PT continua sendo o partido de maior preferência da população. O índice, que era de 25% em maio de 2008, saltou para 29% agora. Em seguida, vêm PMDB, com 8%; e PSDB, com 7%. O DEM, ex-PFL, tem apenas 1%.

Os números mostram que 59% dos entrevistados têm muita ou alguma simpatia pelo PT. Para 70%, o PT ajuda o Brasil a cerscer.

Encomendada pelo PT, a pesquisa mostra também um quadro de ampla aprovação popular ao governo Lula. A avaliação positiva do presidente (considerando os índices de ótimo, bom e regular positivo) chega a 87%. Para 60%, o Brasil melhorou nos últimos dois anos, enquanto 67% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com o país.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, comemorou os resultados do levantamento.

“A pesquisa mostra um quadro muito positivo, pois o PT ampliou seu percentual de preferência partidária junto à população, com atributos positivos em vários aspectos. Nosso governo está com mais de 80% de aprovação. Isso mostra o acerto da condução partidária e das medidas de enfrentamento à crise mundial”, afirmou.

Berzoini também destacou a subida de Dilma na sondagem eleitoral. "O desempenho da Ministra Dilma é consistente, levando-se em conta que boa parte da população não a conhece e não sabe ainda que Lula e o PT a apóiam. Vamos apresentar um Programa com mais avanços e novas conquistas para as eleições de 2010, para trabalhar a ampla aprovação da maioria da população ao projeto em andamento no país"
Veja abaixo os principais números da pesquisa, que tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais:

BRASIL

67% estão satisfeitos ou muito satisfeitos, igual a maio de 2008

27% estão insatisfeitos; 5% muito insatisfeitos

Para 60%, Brasil melhorou nos últimos anos

Para 14%, piorou

Para 56%, vai melhorar nos próximos 2 anos

Para 13%, vai piorar

PARTIDOS

Preferência

PT tem 29% da preferência partidária; alta de 4 pontos em relação a 2008 e de 10 pontos sobre 2004.

PMDB tem 8%; PSDB tem 7%; e DEM tem 1%

Eleitores sem preferência: 49%, queda de 15 pontos em relação a 2004 (64%)

Rejeição

PT tem 8% de rejeição, estável em relação a 2008

PMDB tem 5%; PSDB tem 5%; e DEM tem 3%

67% não rejeitam nenhum partido, queda de 2 pontos em relação a 2008 (69%)

Imagem
Primeiro partido que vem à cabeça: PT, 35%; PMDB, 24%; PSDB, 14%.

AVALIAÇÃO DO PT

59% têm muita ou alguma simpatia pelo PT, aumento de 12 pontos sobre 2008

81% acham o PT forte ou muito forte, aumento de 5 pontos em relação a 2008

65% consideram positiva a atuação do PT na política, aumento de 5 pontos sobre 2008

Para 70%, o PT ajuda o Brasil a crescer, aumento de 5 pontos sobre 2008

Opiniões sobre o PT
É dinâmico e trabalhador: 75%, contra 69% em 2008

É moderno, com idéias novas: 75%, contra 69% em 2008

Deve ter candidato próprio à Presidência: 68%, contra 67% em 2008

GOVERNO LULA

Desempenho do presidente

Avaliação positiva: 87% (ótimo, bom e regular positivo), contra 84% em 2008

Avaliação negativa: 13% (ruim, péssimo e regular negativo), contra 15% em 2008

Melhores ações do governo
Programas sociais, 36%; política econômica, 19%; Educação, 8%; Habitação, 7%

ELEIÇÕES

Partido do próximo presidente

Para 34%, próximo presidente deve ser do PT

Projeto de país
Para 73%, próximo presidente deve continuar com todas ou com a maioria das atuais políticas, contra 68% em 2008.

Candidato apoiado por Lula
23% votam com certeza no candidato apoiado por Lula

41% pode votar, dependendo do candidato

10% não votam

22% não levam isso em consideração

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE, 1º turno, estimulada

Cenário 1

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Ciro, 23%; Dilma, 21%; Aécio, 18%; Heloísa, 10%; Branco/Nulo/NS, 18%

Cenário 2

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Serra, 36%; Dilma, 19%; Ciro, 17%; Heloísa, 8%; Branco/Nulo/NS, 19%

Comparativo: Em relação a maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos; e Ciro caiu 6 pontos.

Cenário 3

Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Dilma, 25%; Aécio, 20%; Heloísa, 16%; Brancos/Nulos/NS, 40%

Cenário 4

Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Serra, 43%; Dilma, 22%; Heloísa, 11%; Branco/Nulo/NS, 24%

Cenário 5

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB)

Serra, 48%; Dilma, 25%; Branco/Nulo/NS, 37%

Rejeição
Heloísa, 17%; Aécio, 13%; Serra, 12%; Dilma, 11%; Ciro, 9%.

Portal do PT

18/05/2009

Bovespa volta a operar acima de 51 mil pontos e fecha pregão em alta

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa, voltou ao patamar de 51 mil pontos, depois de acumular baixa na semana passada. Às 17h01, a Bolsa operava em alta de 5%, aos 51.459 pontos e volume negociado de R$ 7,569 bilhões. Doze minutos depois, encerrou o pregão em alta de 5,01%, aos 51.463 pontos e volume de R$ 7,856 bilhões.

As ações em alta negociadas hoje (18) foram B2W Varejo ON (+11,57%), Lojas Renner ON (+11,06%) e TIM PART S/A ON (+10,04%).Em queda ficaram as ações da Eltropaulo PNB (-0,42%), CCR Rodovias ON (-0,35%) e Cesp PNB (-0,34%).

O dólar fechou em baixa de 1,61%, cotado a R$ 2,076.

Por Maria Eugência Castilho

14/05/2009

Mulheres mais inteligentes tem mais orgasmos

Essa é ótima. Mulheres com um bom Q.I, que conseguem compreender melhor os seus próprios sentimentos, também conseguem ter muito mais orgasmos, segundo um novo estudo. Quer dizer, as mais inteligentes chegam ao orgasmo mais vezes que as menos entendidas. Já estou até vendo o filme. Sem dúvida muitos homens vão usar o estudo como desculpa. Se cuidem mulheres, o que vai ter de marido justificando a falta de orgasmo da esposa dizendo que a companheira precisa ter a tal “inteligência emocional” não vai ser brincadeira, o que não é o meu caso é claro.

Bom, acompanhem então o estudo abaixo:

As mulheres com maior habilidade para identificar e expressar os próprios sentimentos e perceber os de outras pessoas têm mais orgasmos, sugeriu um estudo realizado com gêmeos no Reino Unido.

Os pesquisadores do King's College de Londres entregaram a 2.035 mulheres pertencentes a grupos de gêmeas, com idades entre 18 e 83 anos, questionários para saber detalhes sobre seu comportamento sexual e desempenho na cama. Havia ainda perguntas com o objetivo de testar sua "inteligência emocional".

Até um terço das mulheres achava difícil ou impossível atingir o clímax durante o sexo.

"A inteligência emocional parece ter um impacto direto na função sexual das mulheres ao influenciar a habilidade delas para comunicar suas expectativas e desejos sexuais ao parceiro", afirma Andrea Burri, líder do estudo.

"Inteligência emocional é uma vantagem em vários aspectos da vida, inclusive no quarto", diz o diretor do Departamento de Pesquisa com Gêmeos do King's College de Londres e coautor da pesquisa, Tim Spector.

"Esse estudo vai ajudar muito no desenvolvimento de terapias cognitivas e comportamentais para melhorar a vida sexual das mulheres", acrescentou.

A pesquisa foi publicada no "Journal of Sexual Medicine".

Por Valdemir Roberto

07/05/2009

Conheça o portal Observatório Nacional do Idoso

Destaque do Observatório - De acordo com o Ministério da Saúde, somente neste sábado (25/04/09) - primeiro dia da campanha nacional de vacinação contra a gripe em idosos - 3,3 milhões de pessoas foram imunizadas nos 67 mil postos de vacinação espalhados pelo país. A meta é vacinar 15 milhões de idosos até 8 de maio.

Segundo informações da coordenadora do Centro de Atenção e Prevenção à Violência Contra a Pessoa Idosa de São Luís/MA durante a II Conferência Nacional de Direitos da Pessoa Idosa, o Centro de São Luís já foi absorvido pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão, que possui o Núcleo do Idoso ao qual o Centro estará vinculado.

Conheça o protal AQUI

03/05/2009

H1N1 - Entenda a diferença entre casos suspeitos e em monitoramento

A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde divulgou neste domingo (3) um texto explicando a diferença entre os critérios de classificação de casos suspeitos e em monitoramento da doença causada pelo vírus Influenza A (H1N1). Por conta de mudanças nesses critérios, adotadas na última sexta (1º), a ação da vigilância em saúde nos aeroportos brasileiros foi ampliada.

Confira, abaixo, trechos do comunicado:

"Agora, passam a ser consideradas suspeitas de ter a doença as pessoas provenientes de países com casos já confirmados e que apresentam os sintomas da doença ou, ainda, que tenham tido contato próximo com pessoas infectadas. Até quinta-feira (30/04), eram considerados casos suspeitos aqueles de pessoas que vinham apenas das áreas afetadas nesses dos países com casos confirmados.

Já os casos em monitoramento são aqueles de passageiros vindos de qualquer país não afetado pelo Influenza A (H1N1) e que apresentem os sintomas compatíveis com o quadro suspeito. Até então, estavam em monitoramento pessoas que vinham de área sem ocorrência de casos, mas situadas em países afetados, e que tinham alguns dos sintomas da doença. Também são monitorados viajantes que venham de país afetado, mas apresentem apenas alguns sintomas da doença."

Do JC Online

24/04/2009

Reconhecimento - Dilma está se tornando estrela

Com o título “A Dama de Ferro, os pés dentro do barro”, o jornal francês “Le Monde” publicou artigo sobre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmando que a eventual eleição de Dilma à Presidência, em 2010, seria um “acontecimento duplamente simbólico e lisonjeiro para a democracia brasileira”. “Imaginemos o que Dilma representa: uma mulher, pela primeira vez presidente, oito anos depois da eleição de um operário”.

A reportagem começa afirmando que o nome de Dilma vai ficar cada vez mais conhecido até 2010. Para o “Le Monde”, ela está se tornando a grande estrela da política brasileira. O artigo aponta como seus trunfos “inteligência, força de trabalho e qualidades de administradora” e diz que seu “defeito” é nunca ter enfrentado uma eleição.

Para tentar superar o fato de não ser muito conhecida, o artigo diz que Dilma conta com ajuda do presidente Lula.

“Há vários meses, está em acelerada campanha pré-eleitoral, sempre acompanhando o presidente em suas atividades oficiais”, informa.

Segundo o jornal, apesar da popularidade de Lula, a vitória de Dilma não é certa.

“Ela possivelmente terá como adversário um homem de peso, José Serra, governador de São Paulo”.

A mudança no visual da ministra, inclusive a cirurgia plástica, foi destacada. “O ‘produto’ Dilma está quase pronto para ser vendido”.

Ontem, em Porto Alegre, a ministra pediu a empresários gaúchos a criação de turnos extras nas obras do PAC: — É de interesse do presidente que, em vez de a empresa trabalhar com um turno, contemple dois. É algo importante, tanto para o PAC como instrumento de crescimento e de combate à crise.

Por: Helena ™

15/04/2009

País de Todos - Brasileiro pretende comprar mais bens duráveis

Aumentou a intenção do brasileiro de comprar bens duráveis neste trimestre. Entre abril e junho deste ano, 72,4% dos consumidores pretendem adquirir algum bem durável ou semidurável. No primeiro trimestre deste ano, o índice de intenção de compras estava em 66,6% e, no segundo trimestre de 2008, em 63,2%, revela Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo, realizada pelo Programa de Administração do Varejo (Provar) e o Laboratório de Finanças (Labfin) da Fundação Instituto de Administração em parceria com a consultoria Felisoni Associados.

Além da deflação dos preços, outros fatores estão sustentando a intenção de compras de bens duráveis e semiduráveis neste trimestre. Um deles é a renda do trabalhador que está estável. Entre fevereiro de 2008 e fevereiro de 2009, a massa real de salários cresceu 0,4%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E, estudos realizados pelo coordenador do Provar mostram que o consumo é muito mais sensível a oscilações na renda do que variações na oferta de crédito. Para cada 1% de variação na renda, o consumo oscila 0,80%. Já quando o crédito oscila 1%, o consumo varia apenas 0,12%. observa.

A pesquisa mostra que os itens de informática lideram as intenções de compra neste trimestre, com 15%, seguidos pela linha branca (12,8%), produtos de cine e foto (12,4%), móveis (10%), eletroeletrônicos (9,8%) e automóveis (7,6%).

Por: Helena™

07/04/2009

Piracuca - Poço da Petrobras e Repsol tem 550 milhões de barris de petróleo

A Petrobras, petrolífera estatal brasileira, anunciou que o seu poço de Piracuca detém o correspondente a 550 milhões de barris de petróleo.

O poço também conhecido por BM-S-7 está localizado a 200 quilometros da costa brasileira e a cerca apenas de 200 metros abaixo da superfície marítima, anunciou a Petrobras em comunicado.

A Petrobras, que é a operadora do projeto, detém 63% do bloco em questão e a empresa espanhola Repsol é a detentora da restante parte.

As ações da empresa espanhola sobiram mais de 2% na bolsa, em reação a este anúncio.

C/A

03/04/2009

Brasil no Primeiro Mundo - Relatório aponta Lei Maria da Penha entre as três mais avançadas do mundo

O relatório global “Progresso das Mulheres no Mundo e 2008/2009”, que teve lançamento no Brasil esta semana, aponta como desafios urgentes: a maior participação das mulheres nos espaços de poder e decisão, a garantia de políticas públicas que assegurem os direitos das mulheres e a responsabilização do poder público em relação às políticas para as mulheres.

Uma das constatações mais importantes do relatório é a classificação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) como uma das três legislações mais avançadas para enfrentamento da violência contra as mulheres no mundo. Está ao lado da Lei de Proteção contra a Violência de Gênero da Espanha (2004). Inês Alberdi, diretora executiva do Unifem, fará a apresentação dos dados do relatório “Progresso das Mulheres no Mundo 2008/2009” para o Governo Federal, sociedade civil, corpo diplomático e Sistema ONU (Organização das Nações Unidas), na OPAS (Organização Panamericana de Saúde), em Brasília.

A ministra Nilcéa Freire, da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), e Ana Falú, representante do Unifem Brasil e Cone Sul, participam do evento, que será aberto à imprensa. O “Progresso das Mulheres no Mundo 2008/2009” alerta para a possibilidade de descumprimento dos ODMs na perspectiva da igualdade de gênero até 2015, prazo em que todos os objetivos devem ser atingidos. Apesar de alguns avanços, o relatório verifica atraso na maioria dos ODMs, sobretudo na perspectiva das mulheres.

O tema central do relatório - “Quem responde às mulheres? Gênero e Responsabilização” -, é abordado como grande questão para garantia dos ODMs e dos compromissos internacionais voltados às mulheres. Responsabilização significa avaliação do desempenho e imposição de ação corretiva ou de reparação nos casos em que os desempenhos das políticas públicas não forem adequados. Em relação às políticas para as mulheres, esse conceito propõe que as decisões do poder público devem ser avaliadas por homens e mulheres numa base de igualdade.

Por SPM

29/03/2009

Confiança - Empresa americana anuncia Complexo Portuário em Campos

"Campos vai se consolidar como prestadora de serviço para a indústria do petróleo", garantiu o gerente de Projetos da Edison Chouest, Matheus Vilela, que anunciou já ter adquirido terreno na cidade do norte fluminense às margens do Canal das Flechas, onde vai ser construído o Complexo Portuário Farol - Barra do Furado. Segundo Vilela, a Chouest quer investir R$ 90 milhões no projeto, que vai gerar 300 empregos diretos e 2.700 indiretos.

A Edison Chouest, segundo Vilela, está no Brasil desde 1996. A empresa surgiu nos Estados Unidos, em 1960, e quer transformar a unidade de Campos na maior base de apoio logístico do Brasil.

"Vamos começar a construir assim que a dragagem do Canal das Flechas estiver começado", informou o gerente, que apresentou detalhes do projeto à prefeita Rosinha Garotinho e ao prefeito de Quissamã, Armando Carneiro.

Vilela explicou que as terras adquiridas pela empresa - uma área de 350 mil metros quadrados - receberão o "bota-fora" da operação. "Assim que a área for limpa, levantaremos as edificações", declarou.

O projeto prevê a instalação de 11 berços de atracação ao longo do canal, uma área de inspeção de tubos e outra de reparos de equipamentos submarinos.

Haverá ainda, plantas de cimento, uma estrutura de hotelaria para acomodar a equipe que precisar pernoitar no local, dois helipontos, tancagens de combustíveis e de água e armazéns gerais. Os empregos oferecidos vão privilegiar pessoas com diversas formações.

"Precisaremos de profissionais qualificados em operação de máquinas, operadores de pátio e gente apta a trabalhar em almoxarifado, manutenção e hotelaria", citou.

MS

22/03/2009

JUSTIÇA DAS URNAS - PETISTAS DO NORTE QUEREM PATRUS GOVERNADOR

O Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, foi aclamado por centenas de militantes petistas e simpatizantes como o candidato a Governador do Partido dos Trabalhadores, em 2.010.

Patrus destacou que o partido precisa buscar a unidade política de forma clara, promovendo o debate fraterno das divergências em busca da convergência, sempre guiado por questões programáticas, avaliando os equívocos e não direcionado por personalidades políticas. Ele acredita que o PT tem plenas condições de eleger o próximo Governador de Minas com um projeto avançado e arrojado com propostas de mudanças profundas na sociedade mineira.

Após palestra, participaram do debate, o deputados federal do PT. Leonardo Monteiro, e os estaduais André Quintão, Carlos Gomes e Almir Paraca.

A coordenação do debates foi realizada pelo prefeito de Janaúba, José Benedito (PT). Vários militantes fizeram aparte no debate, afirmando ser um orgulho para o povo norte-mineiro ter um filho da região como Governador de Minas Gerais, especialmente com um perfil político de compromissos com o povo trabalhador.
Estanho no ninho

Todos concordam que o melhor da festa é esperar por ela, mesmo sabendo que em festa de galo (13) jacaré (15) não entra. Ainda que seja um peru de festa. Ligado ao grupo Pimentécio, Paulo Guedes, líder da boquinha em Montes Claros e uma das maiores traíras do Partido dos Trabalhadores, que trabalhou abertamente contra o PT em várias cidades do Norte de Minas, dentre elas, Varzelandia e Januária, apareceu de supetão depois de ficar escondido numa esquina aguardando o toque no celular, para chegar "coincidentemente" junto com o ministro. E já chegou falando besteira dizendo que foi o prefeito de Janaúba, Zé Benedito quem o convidou. Bené desmentiu. Depois de tantas asneiras ele saiu vaiado.

O deputado André Quintão condenou sua aproximação com o governador Aécio Neves, enquanto Patrus Ananias alfinetou dizendo que o Palácio da Liberdade nunca abençoou nada em relação ao Partido dos Trabalhadores, numa alusão ao esdrúxulo acordo em BH, onde Fernando Pimentel, Virgílio Guimarães, Reginaldo Lopes, Paulo Guedes entre outros, entregaram de mão beijada o PT de Belo Horizonte para o governador Aécio Neves. Outro fato que chamou atenção no encontro foi à distribuição gratuita de jornais Super Notícias pelo deputado Weliton Prado, onde aparece numa matéria paga, reportagem destacando que a justiça proibiu a Copasa reajustar tarifas, baseado num requerimento do deputado Pimentécio.

Por Luís Carlos Gusmão

15/03/2009

Lobotomia Midiática - Fizeram o Tal Corruptômetro

Conheço gente que afirma com orgulho jamais votar no PT. E não pense que são apenas pessoas de classe média alta (em que predomina um “anti-petismo” quase imanente), são também pessoas humildes, de menor renda, moradores de bairros carentes da presença do poder público, mas que demonstram forte rejeição ao Partido dos Trabalhadores. Podem perfeitamente votar no PSDB ou no DEM, possivelmente sequer notariam os partidos nestes casos. Muitas vezes, não estão muito a par dos acontecimentos políticos, nem têm grande interesse. Mas de uma coisa sabem com certeza: votar em candidatos do PT, jamais! Este fenômeno é facilmente constatado. Em qualquer rodada de conversas sobre política, é freqüente surgir uma, ou até mais pessoas, com um ferrenho anti-petismo. Podem não ter um partido de preferência, mas sabem perfeitamente qual deles condenar. Em que pese o fato de o partido ter construído, historicamente, uma militância aguerrida, como nenhum outro partido possui, o que pode compensar esta forte rejeição.

Também é possível afirmar com tranqüilidade que é comum o PT aparecer na grande mídia, envolvido em alguma denúncia de corrupção. E aí, para exercer a autocrítica referida no último post, vamos citar exemplos concretos. O mais emblemático deles foi o mensalão, escândalo político como poucos na história da democracia brasileira. E ainda hoje, isso acontece de maneira corriqueira. Como o enquadramento negativo e as críticas que o PT recebeu no caso do Castelo (ainda que a propriedade fosse de um deputado do DEM). Não vou entrar nos méritos dos casos, nem pretendo inocentar os petistas de toda e qualquer culpa. Também não tenho pesquisas técnicas que demonstrem que o PT é mais criticado, tenho apenas os exemplos deste blog, de tantos outros blogs, e de livros como “A mídia nas eleições 2006” que demonstra (inclusive com estudos estatísticos e análises de casos) que o PT foi mais atacado que os adversários no período eleitoral de 2006.

Relacionar uma coisa à outra, ou seja, afirmar que a rejeição ao PT é "causada" pelo discurso da mídia, ao mesmo tempo em que evoca uma relação de causa e efeito um tanto reducionista. Há outros fatores, processos, interesses e predisposições em jogo. Fato é que há, para muitos, uma sensação de que o PT é o mais corrupto dos partidos, ou de que o Governo Lula é o mais corrupto da nossa história recente. Políticos (de oposição), e mesmo personalidades aparentemente sem filiação partidária, já afirmaram isto com toda a segurança, como se fosse a maior das obviedades! Bom, para mim, não é tão óbvio. Primeiro porque ainda não vi nenhum estudo profundo, técnico ou objetivo, que fizesse um levantamento estatístico dos processos judiciais, condenações, cassações e afins, de uma boa amostra dos políticos, que tornasse possível afirmar que este ou aquele partido é “o mais corrupto”. Depois, a percepção majoritária que veículos de comunicação exibem sobre um acontecimento não necessariamente reproduz com fidelidade este acontecimento, especialmente quando há interesses políticos no meio.

É como se as pessoas se referissem a um "corruptômetro" que não existe. Mas aí que está! Achei um! Se não é corruptômetro, é qualquer coisa próxima. A ONG Transparência Brasil realizou um levantamento das ocorrências nas segundas instâncias das Justiças estaduais e nos Tribunais de Contas em que parlamentares são réus. Dentre os maiores partidos, temos a seguinte ordem: o: PTB lidera com 35% dos seus parlamentares listados, PMDB na segunda colocação com 32%, o PSDB o vem em seguida com 30%, o PP tem 28%, o DEM tem 26%, PDT e PSB (do Bloco de Esquerda) estão com 24% cada, e o PT tem 19%. Quando vemos a lista de cassações desde 2000, selecionando os mesmos partidos, temos: o DEM na liderança com 69 cassações, o PMDB é o vice com 66, o PSDB fica novamente em terceiro com 58, o PP tem 26, o PTB tem 24 e o PDT tem 23, aqui também o PT é um dos últimos com 10 cassações, o PSB tem 7. Que irônico! Na verdade, acho que não dá pra medir “honestidade de partido”. Mas se fossem fazer um corruptômetro, o PT não estaria tão mal quanto parece...

Por CrápulaMor

09/03/2009

Pesquisa mostra que 75% da população é favorável às cotas para mulheres na política

A legislação que garante às mulheres participação de 30% nas listas de candidatos dos partidos políticos é conhecida por apenas 24% dos brasileiros. Foi o que apontou uma pesquisa realizada com apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres pelo Instituto Ibope/ Instituto Patrícia Galvão/ Cultura Data. Mas quando apresentados ao conteúdo dessa política, 75% dos entrevistados diz-se favorável às cotas. E 86% apóiam a punição aos partidos políticos que descumprirem a legislação.

De acordo com a secretaria, o Brasil conta hoje com apenas 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12% nas assembléias legislativas e 12% nas câmaras municipais. Segundo a União Interparlamentar (UIP), organização internacional com sede em Genebra (Suíça), o Brasil ocupa a 141° posição em um ranking que avalia a presença das mulheres nos parlamentos em 188 países. No contexto da América Latina, o Brasil só fica à frente da Colômbia.

Para 83% dos entrevistados, a presença de mulheres no poder “melhora a política nesses espaços”. Na opinião de 74% deles, elas trariam mais honestidade e mais compromisso com os eleitores. A pesquisa revelou ainda que 8 em cada 10 brasileiros são favoráveis a medidas legislativas que promovam igualdade política de gênero.

Mais de 90% afirmou que votaria em uma mulher. Neste grupo, cerca de 60% daria o voto a uma candidata independente do cargo em disputa. Entre os que selecionaram cargos, 26% votariam em uma mulher para prefeita e apenas 14% para presidente e governadora.

Por Amanda Cieglinski

01/03/2009

A despeito das campanhas contra, o PT só cresce


Acabo de receber de amigos e partilho com vocês os resultados de uma pesquisa de opinião pública que confirma que o nosso partido voltou a ser o preferido do eleitorado e da opinião pública de Brasília. O PT já liderou por anos seguidos a preferência dos eleitores da Capital da República, inclusive já elegeu seu governador, o hoje senador Cristovam Buarque.

Melhor que isso é que esse dado confirmado pela pesquisa, por informações que começam a me ser transmitidas, deve estar acontecendo em todo o país, o que é excelente para quem, como nós do PT, se prepara para a disputa das eleições de 2010, quase gerais no país - para presidente da República e vice, 27 governadores e vices, a totalidade dos 513 deputados da Câmara, para as assembléias Legislativas e para 2/3 do Senado.

PT volta a ter a preferência do eleitorado de Brasília

O PT voltou a ser o partido preferido pela população de Brasília, segundo pesquisa da empresa Dados feita com 1.600 eleitores em 16 regiões do distrito Federal, entre os dias 7 e 11 deste mês. O levantamento conclui que o PT lidera a preferência partidária com 22,7%, seguido pelo PMDB (21,9%), PSDB (3,4%) e DEM (3,1%). Os demais partidos somam menos de 1%.

A maior simpatia pelo PT em Brasília está nas regiões de Brazlândia (37%) e Ceilândia (28,8%). Por faixa etária, o nosso partido tem 25,4% entre os eleitores de 16 a 24 anos. E em termos de renda, a melhor avaliação está na classe C, com 25,9% de apoio.

Líder na prefrência popular brasiliense por vários anos, até tendo elegido um governador, nos últimos tempos o PT do DF havia perdido a liderança para o PMDB. O presidente regional do PT de Brasília, Chico Vigilante, avalia que a recuperação se deu por causa da reorganização interna da legenda e pelos grandes investimentos feitos pelo governo Lula no DF.

Por ZD

21/02/2009

PÉROLAS JORNALÍSTICAS

Uma pesquisa assinada por Edson Athayde, publicada pelo Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, em 30 de Outubro de 1999, relaciona algumas pérolas produzidas por jornalistas:

"Parece que ela foi morta pelo seu assassino"

"Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça."

"Os antigos prisioneiros terão a alegria de se reencontrar para lembrar os anos de sofrimento."

"A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço."

"O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vitimas."

"O acidente foi no tristemente célebre Retângulo das Bermudas."

"Este ano, as festas do 4 de Setembro coincidem exatamente com a data de 4 de Setembro, que é a data exata, pois o 4 de Setembro é um domingo."

"O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão."

"Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio trata-se de um incêndio."

"O velho reformado, antes de apertar o pescoço da sua mulher até à morte, suicidou-se."

"No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos."

"Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva."

"A conferência sobre a prisão-de-ventre foi seguida de um farto almoço."


"O acidente provocou uma forte comoção em toda a região, onde o
veículo era bem conhecido."

"O aumento do desemprego foi de 0% em Novembro."

"O cabrito montês ficou morto na estrada durante alguns instantes."

"À chegada da polícia, o cadáver encontrava-se rigorosamente imóvel."

"As circunstâncias da morte do chefe de iluminação permanecem rigorosamente obscuras."

"O presidente de honra é um jovem setuagenário de 81 anos."

"E' uma bela obra, de onde parecia exalar toda a fria tristeza da estepe gelada. Foi executada com um calor magistral."

"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para satisfação dos habitantes."

"Esta nova terapia traz esperanças a todos aqueles que morrem de cancro a cada ano."

"Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente."

"Os sete artistas compõem um trio de talento."

"A policia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada."

"A vítima foi estrangulada a golpes de facão."

"Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido."

"Os nossos leitores nos desculparão por este erro indesculpável."

"Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis a suas origens."

Do Releituras