27/06/2009

E PORQUE NÃO LULA CANDIDATO À VICE DE DILMA EM 2010?

A tese embasando a permissão da candidatura de Lula à Vice-Presidência na chapa de Dilma é a seguinte:

"Tem sido objeto de discussões apaixonadas a possibilidade da candidatura do Presidente da República ao próximo pleito ao cargo máximo do País. Como está posta a lei, não se é permitida a reeleição para um terceiro mandato e isso é ponto pacífico, tanto que foi considerado inconstitucional pelo próprio relator para a análise da emenda no Parlamento Federal. No entanto o que não se tem considerado amplamente é que, salvo melhor e mais abalizado juízo, é permitida a candidatura do atual Primeiro mandatário ao cargo de Vice-Presidente para o próximo pleito. Isso sem ferir qualquer preceito constitucional ou requerer emenda de qualquer espécie.

Tal possibilidade se encontra embasada na leitura conjugada da Constituição Federal em seus arts. 14, inciso 5° e 6°; e arts. 79 e 80 e da resolução 20.889 de 09 de outubro de 2001 da lavra do TSE.

Em primeiro lugar, vejamos os textos legais:

Art. 14, § 5º (CF): O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.

§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

Também, vejamos a primeira parte do contido na Resolução 20.889 do TSE

Consulta. Vice candidato ao cargo do titular.

1. Vice-presidente da República, vice-governador de Estado ou do Distrito Federai ou vice-prefeito, reeleito ou não, pode se candidatar ao cargo do titular, mesmo tendo substituído aquele no curso do mandato.

O primeiro texto, por óbvio é da Constituição Federal do Estado Nacional. O segundo é uma interpretação do texto desta mesma Constituição, por parte de nossa mais alta côrte eleitoral. O que se analisou e chancelou foi justamente, a possibilidade da candidatura de um vice-governador ao posto de governador no pleito seguinte, coisa que pelos dizeres da Carta Magna, seria proibida.

É sobre esta análise que embasamos nosso pensamento. São diversos aspectos de pequena monta, mas de grande importância, que dão suporte a toda a linha de raciocínio.

Notemos que pelo texto constitucional, a segunda reeleição para o mesmo cargo, é terminantemente proibida. Prendendo-nos exclusivamente ao descrito na lei, verificamos que também seria proibida a candidatura do Vice-Presidente ao cargo do Presidente, da mesma forma que do vice-governador ao cargo de governador.

Mas de acordo com o decidido pelo TSE em sua interpretação que nos foi trazida anteriormente, tal possibilidade passou a ser permitida. Tratou-se, como já visto, de questão proposta no ano de 2001 sobre fato concreto e levado ao cabo nas eleições então vindouras. Bom frisar, não se tratou de análise de hipótese apenas em tese. Foi situação factual.

Porém, antes de nos apegarmos às permissões da lei, convém um breve pensamento sobre a individualização dos cargos. É de muita valia diferenciar a função da Presidência com a da Vice-Presidência, já que esta foi a questão fulcral da decisão expelida pelo TSE.

Queremos crer que não haja a possibilidade da extensão por analogia de um cargo com o outro e vice-versa. Ou seja, não há que se interpretar como sendo “a mesma coisa” a Presidência e a Vice-Presidência já que a própria Constituição Federal os descreve como distintos. Havendo dúvida, vejamos o art. 79 de nossa lei máxima:

Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.

Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais.

Especificamente vemos que no Parágrafo único acima descrito, a figura do Vice-Presidente conta com atribuições próprias, e uma delas é a de substituir o Presidente. Se assim o é, por conseguinte se pode concluir que se tratam de cargos e funções distintas. Isso sem mencionar o óbvio. Se existe a previsão para um cargo e outro, é porque são de distintas naturezas ainda que venham a se materializar como iguais, hora ou outra.

No caput do art. 79, outra demonstração de que os dois cargos são tratados de maneira individualizada. Ao falar do impedimento, cita a um, depois ao outro. Assim, vejamos mais uma vez:

Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.

Caso se tratassem do mesmo cargo, ou se um fosse apêndice do outro, o impedimento do primeiro necessariamente acarretaria o impedimento do segundo, coisa que aliás, foi amplamente levantada na ocasião da retirada do poder do ex-Presidente Fernando Collor. Na época se entendeu, corretamente, que um não estava diretamente ligado ao outro. Se o entendimento tivesse sido diferente, Itamar Franco jamais poderia ter assumido o mais alto cargo do País.

Apesar de serem eleitos pela mesma chapa ou coligação, as vezes até pelo mesmo partido, não estão visceralmente ligados entre si o Presidente e o Vice-Presidente.

Na mesma esteira da individualização dos cargos, notamos no art. 80 também da Constituição Federal, as outras figuras aptas a assumirem a Presidência da República, em caso de vacância. Vejamos:

Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.

Ora, antes de tudo, se reforça a característica independente de cada cargo do executivo pois a Constituição cita nominalmente o Presidente e depois, o Vice-Presidente. Em seguida, se verifica que tanto o Deputado como o Senador que eventualmente assumissem a Presidência da República, foram previamente escolhidos pelo voto popular para seus respectivos cargos e funções. Exceção aplicada somente ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, já que sua escolha não se dá através do conclamo da população.

É dizer que nenhuma ligação tem a figura do Presidente com os demais que possam vir a substituí-lo

Ademais, bom é aclarear que o fato de nas eleições não se votar especificamente na figura do Vice-Presidente da República para o preenchimento do cargo, se dá por mera lógica e tecnicismo legal, mas com muita razão, ao meu ver. Do contrário poderiam ocorrer casos de se ter o Presidente de uma corrente administrativa, e o Vice-Presidente de outra contrária, um tentando desfazer o que o outro construiu, ou no mínimo, lhe obstruindo os trabalhos tanto quanto pudesse.

Portanto, pacificado está que se tratam de cargos e funções distintas. E isso, em total consonância com o expedido pelo TSE.

Com efeito, voltando ao cerne do já citado art. 14 da Constituição Federal, ao tratar da reeleição para um chamado terceiro mandato, concluímos com segurança que ela é vedada ao ocupante do cargo, para a mesma função, ou de uma função “subalterna” que viesse ocupar a superior, por exemplo. Observemos novamente o artigo:

O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.

Se percebe com clareza pelo descrito na lei, que o Presidente da República não pode se candidatar mais de uma vez ao mesmo posto. Nem tampouco, poderia o Vice-Presidente ou qualquer outro que viesse a substituir o Presidente, pleitear a eleição para o cargo máximo da nação.

Mas notemos que a lei não veda, aliás, sequer menciona, a possibilidade de o Presidente da República se candidatar à Vice-Presidência no próximo pleito. O texto legal diz apenas que aquelas figuras lá citadas podem ser reeleitas apenas uma vez. Ora, reeleitas para quais cargos? A lei não diz. A tomar o dito legal como taxativo, após o exercício da Presidência ou da governança em segundo mandato, não poderia a pessoa em questão se candidatar a nenhum outro cargo eletivo na corrida eleitoral imediatamente seguinte.

Assim fosse, um ex-Presidente ou um ex-Governador, não poderiam se candidatar ao Senado, por exemplo, após deixarem seus cargos.

Afinal, notemos que o termo “reeleitos” não significa necessariamente nova condução ao mesmo cargo. Este entendimento é derivado da interpretação teleológica de nossos juristas mas não sobrevive ao crivo hermenêutico. Afinal de contas, a pessoa está sendo novamente eleita. Mesmo que para cargo distinto.


A permissão para a candidatura do Presidente a outro cargo, como por exemplo, ao Senado ou ao cargo de Deputado vem logo em seguida, no inciso 6° do mesmo art. 14. Vejamos:

§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

Desta forma, a primeira conclusão aqui elencada é que ao Presidente é vedada nova candidatura à Presidência, mas se trata de conceito interpretativo, já que a lei não menciona textualmente o cargo objeto da reeleição. De toda forma, já temos assumido tal aspecto como incontroverso. E caso queira concorrer a outro cargo, resta ao Presidente promover sua renúncia em tempo hábil.

Do mesmo modo, pela leitura da lei é vedado ao Vice-Presidente da República pretender concorrer ao terceiro mandato consecutivo como segundo mandatário do País. Quer dizer, o Vice-Presidente não poderia novamente concorrer à Vice-Presidência em seguinte eleição, ainda que em outro partido ou outra chapa. Também é proibido a ele, pela mera leitura da letra da lei, pretender ser eleito como Presidente neste suposto pleito seguinte. Aliás, novamente se ressalta, exclusivamente pela leitura legal, ao Vice-Presidente não seria permitida nenhuma candidatura ao pleito seguinte já que a “reeleição” só é permitida uma única vez. Mas não menciona a qual cargo já que uma nova candidatura bem sucedida, enseja sem dúvida alguma, uma outra eleição. Ou seja, em tese, uma reeleição. Porém, como já dito, se trata de entendimento pacificado e não seria de bom tom mergulhar em tal controvérsia.

Prova desta permissividade de entendimento, sepultando uma eventual lacuna da lei, foi a eleição do ex-Vice Presidente Marco Maciel. Assim que deixou a Vice-Presidência, assumiu o cargo de Senador da República. Campanha aliás, feita sem a necessidade da renúncia prévia que a lei estabelece exclusivamente ao Presidente da República.

O entendimento de que o cargo de Vice não tem maiores ligações com o seu superior, nem se prende a determinados aspectos legais se deu também pela leitura da já citada resolução 20.889 de 2001 do TSE.

Assim diz o texto:

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

RESOLUÇÃO N° 20.889 (9.10.01)

CONSULTA N° 689 - CLASSE 5* • DISTRITO FEDERAL (Brasilia).

Relator: Ministro Fernando Neves.

Consulente: Anivaldo Vale, deputado federal.

Consulta. Vice candidato ao cargo do titular.

1. Vice-presidente da República, vice-govemador de Estado ou do Distrito Federai ou vice-prefeito, reeleito ou nao, pode se candidatar ao cargo do titular, mesmo tendo substituído aquele no curso do mandato.

2. Se a substituição ocorrer nos seis meses anteriores ao pleito, o vice, caso eleito para o cargo do titular, não poderá concorrer à reeleição.

3. O mesmo ocorrerá se houver sucessão, em qualquer tempo do mandato.

4. Na hipótese de o vice pretender disputar outro cargo que não o do titular, incidirá a regra do art. 1°, § 2°, da Lei Complementar n° 64, de 1990.

5. Caso o sucessor postule concorrer a cargo diverso, deverá obedecer ao disposto no art. 14, § 6o, da Constituição da República


A presente consulta, acima trazida, se deveu ao caso concreto onde o então Vice-Governador de São Paulo, sr. Geraldo Alckmin, pretendia concorrer ao cargo maior daquele estado, após a morte do então Governador Mário Covas.

Ressalte-se que naquela ocasião, Alckmin já havia servido como Governador anteriormente, na vacância do titular, o que em tese, o tornaria inelegível para o tal terceiro mandato. Ocorre que pelo entendimento exarado pelo TSE, como já explicado, os cargos não se confundiam.

Acertada visão pois daquele modo, o TSE corrigiu a discrepância presente na lei. Ainda que levantando questões de moral casuística.

Alckmin quando se elegeu pela primeira vez, havia sido votado, segundo se observou, para o cargo de Vice-Governador de Mário Covas, e esta função ocupou por duas gestões. Mas na visão de nossos magistrados, o pleito para a governança seria plenamente cabível já que se postulava função distinta, com atribuição própria. Em uma gestão fora Vice, na outra seria Governador. Assim, não se trataria de terceiro mandato.

Se assim não fosse, deveria ter sido aplicado o disposto na última parte do inciso 5° do art. 14 da Constituição Federal, o que obviamente, não ocorreu, com plena concordância da máxima instância eleitoral do País. Vejamos o referido texto legal:

(...) e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente.

Textualmente se verifica a proibição de qualquer pessoa que tivesse assumido o principal cargo executivo, pretender lograr nova disputa, afinal, a Constituição Federal não fala em prazos ou condicionamentos. O texto legal simplesmente proíbe alguém que tenha exercido a função de titular, pleitear nova candidatura. Foi tal proibição que a resolução do TSE veio a esclarecer.

Em outras palavras, o TSE assumiu que Presidência e Vice-Presidência são cargos distintos em sua essência. Por isso deu a permissão da candidatura de um vice-Governador ao cargo de Governador, sepultando aquilo que poderia ser considerado uma segunda reeleição, ou um terceiro mandato.


Eis pois, que é fechado o entendimento de que não há confusão de cargos e funções. Esta visão subsiste também porque a Constituição Federal demonstra a Presidência e a Vice-Presidência como funções distintas. A resolução do TSE só veio a sedimentar tal conceito.

Assim, pelo exame literal da lei brasileira no art. 14 da Constituição Federal, em seu inciso 6°, onde se diz que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA se quiser disputar outro cargo deverá renunciar com determinada antecedência, permite, com todas as letras, que haja a candidatura ao cargo da vice-Presidência. Afinal, são cargos distintos. Novamente ressaltando, se não fossem considerados cargos distintos, a Resolução do TSE não poderia ter permitido a candidatura do então Vice-Governador Geraldo Alckmin à governança de seu estado. Pois se trataria claramente de terceiro mandato.

Bem descrito está. Para concorrer a outros cargos, o Presidente da República terá tão somente que renunciar ao seu mandato no máximo, com 6 meses de anterioridade do pleito subsequente. Neste caso, a Vice-Presidência, sem a menor margem de dúvida, se trataria de OUTRO cargo. Afinal, a lei e os entendimentos resolutivos e sumulares, não podem variar de acordo com a conveniência de quem os interpreta, nem tampouco, com a intenção de favorecer este ou aquele candidato.

Por Marcelo W. Marcengo, advogado.

10/06/2009

PESQUISA CNI/IBOPE - DILMA CONSOLIDA SEU NOME RUMO A 2010

Mais uma pesquisa aponta crescimento de Dilma Roussef em projeções para 2010. Desta vez, foi a CNI/Ibope que mostra números realmente animadores para as aspirações da ministra. Ela aparece com 18% nas intenções de voto. Com os novos resultados da pesquisa, a corrida presidencial começa realmente a tomar forma. O governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, apostava todas as suas fichas em um desempenho pífio de Dilma Roussef nesse primeiro momento da corrida presidencial, e com os números inteiramente a seu favor, sua campanha a presidente deslancharia sem sustos. Entretanto, não é isso que está acontecendo, e com o robusto crescimento da tendência pró Dilma em todas as pesquisas, alguns membros do PSDB, começam a abraçar a hipótese de Serra vir a apoiar Aécio Neves. Seria melhor não arriscar o governo de São Paulo em uma corrida que parece começara mudar o rumo.

Já o presidente Lula volta a afirmar que não acredita e não apóia a tese de terceiro mandato, e que a Dilma deve ser a candidata do Partido dos Trabalhadores nas eleições presidenciais em 2010. Essas recentes declarações de Lula já devem ter tido alguma influência nas últimas pesquisas que apontam estar consolidada a pré candidatura de Dilma. Com isso, a aposta dos tucanos em afirmar que o PT não teria um nome forte para a disputa, e que o nom,e de Lula seria o único capaz de fazer frente a Serra - para isso, o governo teria que aprovar um Projeto de Emenda à Constituição, bastante improvável - cai completamente por terra. A cúpula tucana começa a sentir uma sensação de Déjà vu.

Por Ricardo Milán

01/06/2009

Crescimento de Dilma nas pesquisas não para

Agora é o levantamento do Datafolha publicado no fim de semana (domingo, 31.05.2009) que revela: a pré-candidata do PT à presidência da República no ano que vem cresceu 5% na preferência do eleitorado.

Com isso, confirmaram-se nossas previsões de que seu nome ultrapassaria os de outros dois pré-candidatos, o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB) e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) antes do São João desse ano (o próximo dia 24).

O governador-presidenciável de São Paulo, José Serra (PSDB) caiu 3%. Como Dilma ainda não é conhecida de grande parte do eleitorado, como 54% ainda não sabem que ela é a candidata do presidente Lula, e como este retomou seus melhores indíces de popularidade (também o apoio ao governo e ao PT na preferência nacional), tudo indica que ela vai continuar a subir até encostar no candidato tucano que lidera hoje as pesquisas.

Pesquisa traz péssimas notícias para a oposição

Isso sem considerar que ainda não está decidido quem será o candidato do PSDB e qual será o cenário da disputa em 2010. Com as pesquisas e a retomada do crescimento da economia brasileira (leia notas abaixo), ainda lento e baixo, mas seguro, as notícias são boas para o povo, mas péssimas para a oposição.

Uma oposição, diga-se de passagem que já está (e já estava, antes dessa pesquisa) desarvorada, tanto que acaba de embarcar na canoa furada da CPI da Petrobras, trazendo de volta o fantasma da privatização da empresa, medida que não conseguiu concretizar no governo FHC, mas que retoma agora sob a bandeira da CPI.

A CPI e o retorno à tentativa de privatização da Petrobras incomodam aos brasileiros, atrapalham, mas essa é uma tática da oposição fadada ao fracasso e ao repúdio nacional. Devemos enfrentá-la nas ruas e na ofensiva, sem medo de denunciá-los (os oposicionistas) e de desmascará-los.

Por ZD

22/05/2009

RUMO AO PLANALTO - DILMA JÁ ULTRAPASSA OS 20% DE INTENÇÕES DE VOTO DOS ELEITORES BRASILEIROS

Pesquisa do instituto Vox Populi realizada entre os dias 2 e 7 de maio mostra que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já tem entre 19% e 25% de intenção de votos para a Presidência da República, caso seja candidata em 2010.

O levantamento, que ouviu duas mil pessoas em todas as regiões do país, mostra ainda que o PT continua sendo o partido de maior preferência da população. O índice, que era de 25% em maio de 2008, saltou para 29% agora. Em seguida, vêm PMDB, com 8%; e PSDB, com 7%. O DEM, ex-PFL, tem apenas 1%.

Os números mostram que 59% dos entrevistados têm muita ou alguma simpatia pelo PT. Para 70%, o PT ajuda o Brasil a cerscer.

Encomendada pelo PT, a pesquisa mostra também um quadro de ampla aprovação popular ao governo Lula. A avaliação positiva do presidente (considerando os índices de ótimo, bom e regular positivo) chega a 87%. Para 60%, o Brasil melhorou nos últimos dois anos, enquanto 67% se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com o país.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, comemorou os resultados do levantamento.

“A pesquisa mostra um quadro muito positivo, pois o PT ampliou seu percentual de preferência partidária junto à população, com atributos positivos em vários aspectos. Nosso governo está com mais de 80% de aprovação. Isso mostra o acerto da condução partidária e das medidas de enfrentamento à crise mundial”, afirmou.

Berzoini também destacou a subida de Dilma na sondagem eleitoral. "O desempenho da Ministra Dilma é consistente, levando-se em conta que boa parte da população não a conhece e não sabe ainda que Lula e o PT a apóiam. Vamos apresentar um Programa com mais avanços e novas conquistas para as eleições de 2010, para trabalhar a ampla aprovação da maioria da população ao projeto em andamento no país"
Veja abaixo os principais números da pesquisa, que tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais:

BRASIL

67% estão satisfeitos ou muito satisfeitos, igual a maio de 2008

27% estão insatisfeitos; 5% muito insatisfeitos

Para 60%, Brasil melhorou nos últimos anos

Para 14%, piorou

Para 56%, vai melhorar nos próximos 2 anos

Para 13%, vai piorar

PARTIDOS

Preferência

PT tem 29% da preferência partidária; alta de 4 pontos em relação a 2008 e de 10 pontos sobre 2004.

PMDB tem 8%; PSDB tem 7%; e DEM tem 1%

Eleitores sem preferência: 49%, queda de 15 pontos em relação a 2004 (64%)

Rejeição

PT tem 8% de rejeição, estável em relação a 2008

PMDB tem 5%; PSDB tem 5%; e DEM tem 3%

67% não rejeitam nenhum partido, queda de 2 pontos em relação a 2008 (69%)

Imagem
Primeiro partido que vem à cabeça: PT, 35%; PMDB, 24%; PSDB, 14%.

AVALIAÇÃO DO PT

59% têm muita ou alguma simpatia pelo PT, aumento de 12 pontos sobre 2008

81% acham o PT forte ou muito forte, aumento de 5 pontos em relação a 2008

65% consideram positiva a atuação do PT na política, aumento de 5 pontos sobre 2008

Para 70%, o PT ajuda o Brasil a crescer, aumento de 5 pontos sobre 2008

Opiniões sobre o PT
É dinâmico e trabalhador: 75%, contra 69% em 2008

É moderno, com idéias novas: 75%, contra 69% em 2008

Deve ter candidato próprio à Presidência: 68%, contra 67% em 2008

GOVERNO LULA

Desempenho do presidente

Avaliação positiva: 87% (ótimo, bom e regular positivo), contra 84% em 2008

Avaliação negativa: 13% (ruim, péssimo e regular negativo), contra 15% em 2008

Melhores ações do governo
Programas sociais, 36%; política econômica, 19%; Educação, 8%; Habitação, 7%

ELEIÇÕES

Partido do próximo presidente

Para 34%, próximo presidente deve ser do PT

Projeto de país
Para 73%, próximo presidente deve continuar com todas ou com a maioria das atuais políticas, contra 68% em 2008.

Candidato apoiado por Lula
23% votam com certeza no candidato apoiado por Lula

41% pode votar, dependendo do candidato

10% não votam

22% não levam isso em consideração

INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE, 1º turno, estimulada

Cenário 1

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Ciro, 23%; Dilma, 21%; Aécio, 18%; Heloísa, 10%; Branco/Nulo/NS, 18%

Cenário 2

Ciro Gomes (PSB), Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Serra, 36%; Dilma, 19%; Ciro, 17%; Heloísa, 8%; Branco/Nulo/NS, 19%

Comparativo: Em relação a maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos; e Ciro caiu 6 pontos.

Cenário 3

Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Dilma, 25%; Aécio, 20%; Heloísa, 16%; Brancos/Nulos/NS, 40%

Cenário 4

Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Heloísa Helena (Psol)

Serra, 43%; Dilma, 22%; Heloísa, 11%; Branco/Nulo/NS, 24%

Cenário 5

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB)

Serra, 48%; Dilma, 25%; Branco/Nulo/NS, 37%

Rejeição
Heloísa, 17%; Aécio, 13%; Serra, 12%; Dilma, 11%; Ciro, 9%.

Portal do PT

18/05/2009

Bovespa volta a operar acima de 51 mil pontos e fecha pregão em alta

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa, voltou ao patamar de 51 mil pontos, depois de acumular baixa na semana passada. Às 17h01, a Bolsa operava em alta de 5%, aos 51.459 pontos e volume negociado de R$ 7,569 bilhões. Doze minutos depois, encerrou o pregão em alta de 5,01%, aos 51.463 pontos e volume de R$ 7,856 bilhões.

As ações em alta negociadas hoje (18) foram B2W Varejo ON (+11,57%), Lojas Renner ON (+11,06%) e TIM PART S/A ON (+10,04%).Em queda ficaram as ações da Eltropaulo PNB (-0,42%), CCR Rodovias ON (-0,35%) e Cesp PNB (-0,34%).

O dólar fechou em baixa de 1,61%, cotado a R$ 2,076.

Por Maria Eugência Castilho

14/05/2009

Mulheres mais inteligentes tem mais orgasmos

Essa é ótima. Mulheres com um bom Q.I, que conseguem compreender melhor os seus próprios sentimentos, também conseguem ter muito mais orgasmos, segundo um novo estudo. Quer dizer, as mais inteligentes chegam ao orgasmo mais vezes que as menos entendidas. Já estou até vendo o filme. Sem dúvida muitos homens vão usar o estudo como desculpa. Se cuidem mulheres, o que vai ter de marido justificando a falta de orgasmo da esposa dizendo que a companheira precisa ter a tal “inteligência emocional” não vai ser brincadeira, o que não é o meu caso é claro.

Bom, acompanhem então o estudo abaixo:

As mulheres com maior habilidade para identificar e expressar os próprios sentimentos e perceber os de outras pessoas têm mais orgasmos, sugeriu um estudo realizado com gêmeos no Reino Unido.

Os pesquisadores do King's College de Londres entregaram a 2.035 mulheres pertencentes a grupos de gêmeas, com idades entre 18 e 83 anos, questionários para saber detalhes sobre seu comportamento sexual e desempenho na cama. Havia ainda perguntas com o objetivo de testar sua "inteligência emocional".

Até um terço das mulheres achava difícil ou impossível atingir o clímax durante o sexo.

"A inteligência emocional parece ter um impacto direto na função sexual das mulheres ao influenciar a habilidade delas para comunicar suas expectativas e desejos sexuais ao parceiro", afirma Andrea Burri, líder do estudo.

"Inteligência emocional é uma vantagem em vários aspectos da vida, inclusive no quarto", diz o diretor do Departamento de Pesquisa com Gêmeos do King's College de Londres e coautor da pesquisa, Tim Spector.

"Esse estudo vai ajudar muito no desenvolvimento de terapias cognitivas e comportamentais para melhorar a vida sexual das mulheres", acrescentou.

A pesquisa foi publicada no "Journal of Sexual Medicine".

Por Valdemir Roberto

07/05/2009

Conheça o portal Observatório Nacional do Idoso

Destaque do Observatório - De acordo com o Ministério da Saúde, somente neste sábado (25/04/09) - primeiro dia da campanha nacional de vacinação contra a gripe em idosos - 3,3 milhões de pessoas foram imunizadas nos 67 mil postos de vacinação espalhados pelo país. A meta é vacinar 15 milhões de idosos até 8 de maio.

Segundo informações da coordenadora do Centro de Atenção e Prevenção à Violência Contra a Pessoa Idosa de São Luís/MA durante a II Conferência Nacional de Direitos da Pessoa Idosa, o Centro de São Luís já foi absorvido pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão, que possui o Núcleo do Idoso ao qual o Centro estará vinculado.

Conheça o protal AQUI

03/05/2009

H1N1 - Entenda a diferença entre casos suspeitos e em monitoramento

A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde divulgou neste domingo (3) um texto explicando a diferença entre os critérios de classificação de casos suspeitos e em monitoramento da doença causada pelo vírus Influenza A (H1N1). Por conta de mudanças nesses critérios, adotadas na última sexta (1º), a ação da vigilância em saúde nos aeroportos brasileiros foi ampliada.

Confira, abaixo, trechos do comunicado:

"Agora, passam a ser consideradas suspeitas de ter a doença as pessoas provenientes de países com casos já confirmados e que apresentam os sintomas da doença ou, ainda, que tenham tido contato próximo com pessoas infectadas. Até quinta-feira (30/04), eram considerados casos suspeitos aqueles de pessoas que vinham apenas das áreas afetadas nesses dos países com casos confirmados.

Já os casos em monitoramento são aqueles de passageiros vindos de qualquer país não afetado pelo Influenza A (H1N1) e que apresentem os sintomas compatíveis com o quadro suspeito. Até então, estavam em monitoramento pessoas que vinham de área sem ocorrência de casos, mas situadas em países afetados, e que tinham alguns dos sintomas da doença. Também são monitorados viajantes que venham de país afetado, mas apresentem apenas alguns sintomas da doença."

Do JC Online

24/04/2009

Reconhecimento - Dilma está se tornando estrela

Com o título “A Dama de Ferro, os pés dentro do barro”, o jornal francês “Le Monde” publicou artigo sobre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmando que a eventual eleição de Dilma à Presidência, em 2010, seria um “acontecimento duplamente simbólico e lisonjeiro para a democracia brasileira”. “Imaginemos o que Dilma representa: uma mulher, pela primeira vez presidente, oito anos depois da eleição de um operário”.

A reportagem começa afirmando que o nome de Dilma vai ficar cada vez mais conhecido até 2010. Para o “Le Monde”, ela está se tornando a grande estrela da política brasileira. O artigo aponta como seus trunfos “inteligência, força de trabalho e qualidades de administradora” e diz que seu “defeito” é nunca ter enfrentado uma eleição.

Para tentar superar o fato de não ser muito conhecida, o artigo diz que Dilma conta com ajuda do presidente Lula.

“Há vários meses, está em acelerada campanha pré-eleitoral, sempre acompanhando o presidente em suas atividades oficiais”, informa.

Segundo o jornal, apesar da popularidade de Lula, a vitória de Dilma não é certa.

“Ela possivelmente terá como adversário um homem de peso, José Serra, governador de São Paulo”.

A mudança no visual da ministra, inclusive a cirurgia plástica, foi destacada. “O ‘produto’ Dilma está quase pronto para ser vendido”.

Ontem, em Porto Alegre, a ministra pediu a empresários gaúchos a criação de turnos extras nas obras do PAC: — É de interesse do presidente que, em vez de a empresa trabalhar com um turno, contemple dois. É algo importante, tanto para o PAC como instrumento de crescimento e de combate à crise.

Por: Helena ™

15/04/2009

País de Todos - Brasileiro pretende comprar mais bens duráveis

Aumentou a intenção do brasileiro de comprar bens duráveis neste trimestre. Entre abril e junho deste ano, 72,4% dos consumidores pretendem adquirir algum bem durável ou semidurável. No primeiro trimestre deste ano, o índice de intenção de compras estava em 66,6% e, no segundo trimestre de 2008, em 63,2%, revela Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo, realizada pelo Programa de Administração do Varejo (Provar) e o Laboratório de Finanças (Labfin) da Fundação Instituto de Administração em parceria com a consultoria Felisoni Associados.

Além da deflação dos preços, outros fatores estão sustentando a intenção de compras de bens duráveis e semiduráveis neste trimestre. Um deles é a renda do trabalhador que está estável. Entre fevereiro de 2008 e fevereiro de 2009, a massa real de salários cresceu 0,4%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E, estudos realizados pelo coordenador do Provar mostram que o consumo é muito mais sensível a oscilações na renda do que variações na oferta de crédito. Para cada 1% de variação na renda, o consumo oscila 0,80%. Já quando o crédito oscila 1%, o consumo varia apenas 0,12%. observa.

A pesquisa mostra que os itens de informática lideram as intenções de compra neste trimestre, com 15%, seguidos pela linha branca (12,8%), produtos de cine e foto (12,4%), móveis (10%), eletroeletrônicos (9,8%) e automóveis (7,6%).

Por: Helena™

07/04/2009

Piracuca - Poço da Petrobras e Repsol tem 550 milhões de barris de petróleo

A Petrobras, petrolífera estatal brasileira, anunciou que o seu poço de Piracuca detém o correspondente a 550 milhões de barris de petróleo.

O poço também conhecido por BM-S-7 está localizado a 200 quilometros da costa brasileira e a cerca apenas de 200 metros abaixo da superfície marítima, anunciou a Petrobras em comunicado.

A Petrobras, que é a operadora do projeto, detém 63% do bloco em questão e a empresa espanhola Repsol é a detentora da restante parte.

As ações da empresa espanhola sobiram mais de 2% na bolsa, em reação a este anúncio.

C/A

03/04/2009

Brasil no Primeiro Mundo - Relatório aponta Lei Maria da Penha entre as três mais avançadas do mundo

O relatório global “Progresso das Mulheres no Mundo e 2008/2009”, que teve lançamento no Brasil esta semana, aponta como desafios urgentes: a maior participação das mulheres nos espaços de poder e decisão, a garantia de políticas públicas que assegurem os direitos das mulheres e a responsabilização do poder público em relação às políticas para as mulheres.

Uma das constatações mais importantes do relatório é a classificação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) como uma das três legislações mais avançadas para enfrentamento da violência contra as mulheres no mundo. Está ao lado da Lei de Proteção contra a Violência de Gênero da Espanha (2004). Inês Alberdi, diretora executiva do Unifem, fará a apresentação dos dados do relatório “Progresso das Mulheres no Mundo 2008/2009” para o Governo Federal, sociedade civil, corpo diplomático e Sistema ONU (Organização das Nações Unidas), na OPAS (Organização Panamericana de Saúde), em Brasília.

A ministra Nilcéa Freire, da SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), e Ana Falú, representante do Unifem Brasil e Cone Sul, participam do evento, que será aberto à imprensa. O “Progresso das Mulheres no Mundo 2008/2009” alerta para a possibilidade de descumprimento dos ODMs na perspectiva da igualdade de gênero até 2015, prazo em que todos os objetivos devem ser atingidos. Apesar de alguns avanços, o relatório verifica atraso na maioria dos ODMs, sobretudo na perspectiva das mulheres.

O tema central do relatório - “Quem responde às mulheres? Gênero e Responsabilização” -, é abordado como grande questão para garantia dos ODMs e dos compromissos internacionais voltados às mulheres. Responsabilização significa avaliação do desempenho e imposição de ação corretiva ou de reparação nos casos em que os desempenhos das políticas públicas não forem adequados. Em relação às políticas para as mulheres, esse conceito propõe que as decisões do poder público devem ser avaliadas por homens e mulheres numa base de igualdade.

Por SPM

29/03/2009

Confiança - Empresa americana anuncia Complexo Portuário em Campos

"Campos vai se consolidar como prestadora de serviço para a indústria do petróleo", garantiu o gerente de Projetos da Edison Chouest, Matheus Vilela, que anunciou já ter adquirido terreno na cidade do norte fluminense às margens do Canal das Flechas, onde vai ser construído o Complexo Portuário Farol - Barra do Furado. Segundo Vilela, a Chouest quer investir R$ 90 milhões no projeto, que vai gerar 300 empregos diretos e 2.700 indiretos.

A Edison Chouest, segundo Vilela, está no Brasil desde 1996. A empresa surgiu nos Estados Unidos, em 1960, e quer transformar a unidade de Campos na maior base de apoio logístico do Brasil.

"Vamos começar a construir assim que a dragagem do Canal das Flechas estiver começado", informou o gerente, que apresentou detalhes do projeto à prefeita Rosinha Garotinho e ao prefeito de Quissamã, Armando Carneiro.

Vilela explicou que as terras adquiridas pela empresa - uma área de 350 mil metros quadrados - receberão o "bota-fora" da operação. "Assim que a área for limpa, levantaremos as edificações", declarou.

O projeto prevê a instalação de 11 berços de atracação ao longo do canal, uma área de inspeção de tubos e outra de reparos de equipamentos submarinos.

Haverá ainda, plantas de cimento, uma estrutura de hotelaria para acomodar a equipe que precisar pernoitar no local, dois helipontos, tancagens de combustíveis e de água e armazéns gerais. Os empregos oferecidos vão privilegiar pessoas com diversas formações.

"Precisaremos de profissionais qualificados em operação de máquinas, operadores de pátio e gente apta a trabalhar em almoxarifado, manutenção e hotelaria", citou.

MS

22/03/2009

JUSTIÇA DAS URNAS - PETISTAS DO NORTE QUEREM PATRUS GOVERNADOR

O Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, foi aclamado por centenas de militantes petistas e simpatizantes como o candidato a Governador do Partido dos Trabalhadores, em 2.010.

Patrus destacou que o partido precisa buscar a unidade política de forma clara, promovendo o debate fraterno das divergências em busca da convergência, sempre guiado por questões programáticas, avaliando os equívocos e não direcionado por personalidades políticas. Ele acredita que o PT tem plenas condições de eleger o próximo Governador de Minas com um projeto avançado e arrojado com propostas de mudanças profundas na sociedade mineira.

Após palestra, participaram do debate, o deputados federal do PT. Leonardo Monteiro, e os estaduais André Quintão, Carlos Gomes e Almir Paraca.

A coordenação do debates foi realizada pelo prefeito de Janaúba, José Benedito (PT). Vários militantes fizeram aparte no debate, afirmando ser um orgulho para o povo norte-mineiro ter um filho da região como Governador de Minas Gerais, especialmente com um perfil político de compromissos com o povo trabalhador.
Estanho no ninho

Todos concordam que o melhor da festa é esperar por ela, mesmo sabendo que em festa de galo (13) jacaré (15) não entra. Ainda que seja um peru de festa. Ligado ao grupo Pimentécio, Paulo Guedes, líder da boquinha em Montes Claros e uma das maiores traíras do Partido dos Trabalhadores, que trabalhou abertamente contra o PT em várias cidades do Norte de Minas, dentre elas, Varzelandia e Januária, apareceu de supetão depois de ficar escondido numa esquina aguardando o toque no celular, para chegar "coincidentemente" junto com o ministro. E já chegou falando besteira dizendo que foi o prefeito de Janaúba, Zé Benedito quem o convidou. Bené desmentiu. Depois de tantas asneiras ele saiu vaiado.

O deputado André Quintão condenou sua aproximação com o governador Aécio Neves, enquanto Patrus Ananias alfinetou dizendo que o Palácio da Liberdade nunca abençoou nada em relação ao Partido dos Trabalhadores, numa alusão ao esdrúxulo acordo em BH, onde Fernando Pimentel, Virgílio Guimarães, Reginaldo Lopes, Paulo Guedes entre outros, entregaram de mão beijada o PT de Belo Horizonte para o governador Aécio Neves. Outro fato que chamou atenção no encontro foi à distribuição gratuita de jornais Super Notícias pelo deputado Weliton Prado, onde aparece numa matéria paga, reportagem destacando que a justiça proibiu a Copasa reajustar tarifas, baseado num requerimento do deputado Pimentécio.

Por Luís Carlos Gusmão

15/03/2009

Lobotomia Midiática - Fizeram o Tal Corruptômetro

Conheço gente que afirma com orgulho jamais votar no PT. E não pense que são apenas pessoas de classe média alta (em que predomina um “anti-petismo” quase imanente), são também pessoas humildes, de menor renda, moradores de bairros carentes da presença do poder público, mas que demonstram forte rejeição ao Partido dos Trabalhadores. Podem perfeitamente votar no PSDB ou no DEM, possivelmente sequer notariam os partidos nestes casos. Muitas vezes, não estão muito a par dos acontecimentos políticos, nem têm grande interesse. Mas de uma coisa sabem com certeza: votar em candidatos do PT, jamais! Este fenômeno é facilmente constatado. Em qualquer rodada de conversas sobre política, é freqüente surgir uma, ou até mais pessoas, com um ferrenho anti-petismo. Podem não ter um partido de preferência, mas sabem perfeitamente qual deles condenar. Em que pese o fato de o partido ter construído, historicamente, uma militância aguerrida, como nenhum outro partido possui, o que pode compensar esta forte rejeição.

Também é possível afirmar com tranqüilidade que é comum o PT aparecer na grande mídia, envolvido em alguma denúncia de corrupção. E aí, para exercer a autocrítica referida no último post, vamos citar exemplos concretos. O mais emblemático deles foi o mensalão, escândalo político como poucos na história da democracia brasileira. E ainda hoje, isso acontece de maneira corriqueira. Como o enquadramento negativo e as críticas que o PT recebeu no caso do Castelo (ainda que a propriedade fosse de um deputado do DEM). Não vou entrar nos méritos dos casos, nem pretendo inocentar os petistas de toda e qualquer culpa. Também não tenho pesquisas técnicas que demonstrem que o PT é mais criticado, tenho apenas os exemplos deste blog, de tantos outros blogs, e de livros como “A mídia nas eleições 2006” que demonstra (inclusive com estudos estatísticos e análises de casos) que o PT foi mais atacado que os adversários no período eleitoral de 2006.

Relacionar uma coisa à outra, ou seja, afirmar que a rejeição ao PT é "causada" pelo discurso da mídia, ao mesmo tempo em que evoca uma relação de causa e efeito um tanto reducionista. Há outros fatores, processos, interesses e predisposições em jogo. Fato é que há, para muitos, uma sensação de que o PT é o mais corrupto dos partidos, ou de que o Governo Lula é o mais corrupto da nossa história recente. Políticos (de oposição), e mesmo personalidades aparentemente sem filiação partidária, já afirmaram isto com toda a segurança, como se fosse a maior das obviedades! Bom, para mim, não é tão óbvio. Primeiro porque ainda não vi nenhum estudo profundo, técnico ou objetivo, que fizesse um levantamento estatístico dos processos judiciais, condenações, cassações e afins, de uma boa amostra dos políticos, que tornasse possível afirmar que este ou aquele partido é “o mais corrupto”. Depois, a percepção majoritária que veículos de comunicação exibem sobre um acontecimento não necessariamente reproduz com fidelidade este acontecimento, especialmente quando há interesses políticos no meio.

É como se as pessoas se referissem a um "corruptômetro" que não existe. Mas aí que está! Achei um! Se não é corruptômetro, é qualquer coisa próxima. A ONG Transparência Brasil realizou um levantamento das ocorrências nas segundas instâncias das Justiças estaduais e nos Tribunais de Contas em que parlamentares são réus. Dentre os maiores partidos, temos a seguinte ordem: o: PTB lidera com 35% dos seus parlamentares listados, PMDB na segunda colocação com 32%, o PSDB o vem em seguida com 30%, o PP tem 28%, o DEM tem 26%, PDT e PSB (do Bloco de Esquerda) estão com 24% cada, e o PT tem 19%. Quando vemos a lista de cassações desde 2000, selecionando os mesmos partidos, temos: o DEM na liderança com 69 cassações, o PMDB é o vice com 66, o PSDB fica novamente em terceiro com 58, o PP tem 26, o PTB tem 24 e o PDT tem 23, aqui também o PT é um dos últimos com 10 cassações, o PSB tem 7. Que irônico! Na verdade, acho que não dá pra medir “honestidade de partido”. Mas se fossem fazer um corruptômetro, o PT não estaria tão mal quanto parece...

Por CrápulaMor

09/03/2009

Pesquisa mostra que 75% da população é favorável às cotas para mulheres na política

A legislação que garante às mulheres participação de 30% nas listas de candidatos dos partidos políticos é conhecida por apenas 24% dos brasileiros. Foi o que apontou uma pesquisa realizada com apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres pelo Instituto Ibope/ Instituto Patrícia Galvão/ Cultura Data. Mas quando apresentados ao conteúdo dessa política, 75% dos entrevistados diz-se favorável às cotas. E 86% apóiam a punição aos partidos políticos que descumprirem a legislação.

De acordo com a secretaria, o Brasil conta hoje com apenas 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12% nas assembléias legislativas e 12% nas câmaras municipais. Segundo a União Interparlamentar (UIP), organização internacional com sede em Genebra (Suíça), o Brasil ocupa a 141° posição em um ranking que avalia a presença das mulheres nos parlamentos em 188 países. No contexto da América Latina, o Brasil só fica à frente da Colômbia.

Para 83% dos entrevistados, a presença de mulheres no poder “melhora a política nesses espaços”. Na opinião de 74% deles, elas trariam mais honestidade e mais compromisso com os eleitores. A pesquisa revelou ainda que 8 em cada 10 brasileiros são favoráveis a medidas legislativas que promovam igualdade política de gênero.

Mais de 90% afirmou que votaria em uma mulher. Neste grupo, cerca de 60% daria o voto a uma candidata independente do cargo em disputa. Entre os que selecionaram cargos, 26% votariam em uma mulher para prefeita e apenas 14% para presidente e governadora.

Por Amanda Cieglinski

01/03/2009

A despeito das campanhas contra, o PT só cresce


Acabo de receber de amigos e partilho com vocês os resultados de uma pesquisa de opinião pública que confirma que o nosso partido voltou a ser o preferido do eleitorado e da opinião pública de Brasília. O PT já liderou por anos seguidos a preferência dos eleitores da Capital da República, inclusive já elegeu seu governador, o hoje senador Cristovam Buarque.

Melhor que isso é que esse dado confirmado pela pesquisa, por informações que começam a me ser transmitidas, deve estar acontecendo em todo o país, o que é excelente para quem, como nós do PT, se prepara para a disputa das eleições de 2010, quase gerais no país - para presidente da República e vice, 27 governadores e vices, a totalidade dos 513 deputados da Câmara, para as assembléias Legislativas e para 2/3 do Senado.

PT volta a ter a preferência do eleitorado de Brasília

O PT voltou a ser o partido preferido pela população de Brasília, segundo pesquisa da empresa Dados feita com 1.600 eleitores em 16 regiões do distrito Federal, entre os dias 7 e 11 deste mês. O levantamento conclui que o PT lidera a preferência partidária com 22,7%, seguido pelo PMDB (21,9%), PSDB (3,4%) e DEM (3,1%). Os demais partidos somam menos de 1%.

A maior simpatia pelo PT em Brasília está nas regiões de Brazlândia (37%) e Ceilândia (28,8%). Por faixa etária, o nosso partido tem 25,4% entre os eleitores de 16 a 24 anos. E em termos de renda, a melhor avaliação está na classe C, com 25,9% de apoio.

Líder na prefrência popular brasiliense por vários anos, até tendo elegido um governador, nos últimos tempos o PT do DF havia perdido a liderança para o PMDB. O presidente regional do PT de Brasília, Chico Vigilante, avalia que a recuperação se deu por causa da reorganização interna da legenda e pelos grandes investimentos feitos pelo governo Lula no DF.

Por ZD

21/02/2009

PÉROLAS JORNALÍSTICAS

Uma pesquisa assinada por Edson Athayde, publicada pelo Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, em 30 de Outubro de 1999, relaciona algumas pérolas produzidas por jornalistas:

"Parece que ela foi morta pelo seu assassino"

"Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça."

"Os antigos prisioneiros terão a alegria de se reencontrar para lembrar os anos de sofrimento."

"A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço."

"O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vitimas."

"O acidente foi no tristemente célebre Retângulo das Bermudas."

"Este ano, as festas do 4 de Setembro coincidem exatamente com a data de 4 de Setembro, que é a data exata, pois o 4 de Setembro é um domingo."

"O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão."

"Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio trata-se de um incêndio."

"O velho reformado, antes de apertar o pescoço da sua mulher até à morte, suicidou-se."

"No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos."

"Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva."

"A conferência sobre a prisão-de-ventre foi seguida de um farto almoço."


"O acidente provocou uma forte comoção em toda a região, onde o
veículo era bem conhecido."

"O aumento do desemprego foi de 0% em Novembro."

"O cabrito montês ficou morto na estrada durante alguns instantes."

"À chegada da polícia, o cadáver encontrava-se rigorosamente imóvel."

"As circunstâncias da morte do chefe de iluminação permanecem rigorosamente obscuras."

"O presidente de honra é um jovem setuagenário de 81 anos."

"E' uma bela obra, de onde parecia exalar toda a fria tristeza da estepe gelada. Foi executada com um calor magistral."

"Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para satisfação dos habitantes."

"Esta nova terapia traz esperanças a todos aqueles que morrem de cancro a cada ano."

"Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente."

"Os sete artistas compõem um trio de talento."

"A policia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada."

"A vítima foi estrangulada a golpes de facão."

"Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido."

"Os nossos leitores nos desculparão por este erro indesculpável."

"Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis a suas origens."

Do Releituras

11/02/2009

Parceria fortalece pesquisa em biocombustíveis na Bahia

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e o Instituto Federal da Bahia (Ifba), o antigo Cefet/BA, assinaram nesta segunda-feira (9) um termo de cooperação técnico-científica para consolidar e desenvolver o Programa Estadual de Bioenergia da Bahia. O documento firma a parceria que já conta com uma série de ações conjuntas em andamento e abre perspectiva para novas estratégias de fomento ao setor de energia renovável.

Uma das ações mais importantes é a criação do segundo curso técnico de nível médio em biocombustível do país, que vai funcionar em Porto Seguro – o outro funciona no Maranhão. A aula inaugural está marcada para a próxima segunda-feira (16).

A pesquisa sobre o etanol será desenvolvida em Porto Seguro, já que a Bahia produz apenas 30% do total consumido no estado desse tipo de combustível. Um dos maiores problemas é a falta de qualificação de profissionais para trabalhar nesse setor, o que deve ser amenizado com o curso técnico.

O secretário de CT&I, Ildes Ferreira, mostrou-se entusiasmado com as perspectivas para as quais o trabalho conjunto aponta. “A pesquisa aplicada é o grande mote do momento, porque pode dar respostas rápidas a problemas da sociedade. Boa parte dos centros de pesquisa está nesta direção e nós também”, afirmou.

O convênio vai viabilizar estratégias voltadas aos aspectos científico, tecnológico e inovativo associados à difusão tecnológica. “Este é apenas o início de uma parceria com grandes perspectivas, porque a rede de institutos federais tecnológicos vai chegar a 17 unidades e duas extensões na Bahia”, disse a reitora do Ifba, Aurina Oliveira.

Está sendo concebido um projeto sobre o potencial da aplicação do lodo de esgoto da indústria de celulose na produção do girassol, pesquisa aprovada pelo CNPq. A usina-piloto de produção de biodiesel de Irecê está sendo instalada e a implantação das unidades de Paulo Afonso, de Valença e de Simões Filho já tem assegurados os recursos. Outra novidade que está sendo elaborada é a implantação de uma microdestilaria para produção de etanol, cachaça e açúcar na unidade do Ifba em Porto Seguro.

Articulação com a agricultura familiar

Com o novo termo, a parceria vai ser formalizada e os instrumentos de implantação e mecanismos de realização passam a ser definidos. A política de biocombustíveis está articulada com a agricultura familiar para prover crescimento sustentável.

Novas pesquisas devem surgir a partir da parceria, porque serão definidos programas de apoio à estruturação de uma rede de grupos de pesquisa em energia renovável. Além disso, serão estabelecidas as diretrizes para o funcionamento das unidades-piloto de produção de biodiesel e álcool que ficam nas unidades de ensino do Ifba.

Da Agecom - Assessoria Geral de Comunicação Social do Governo do Estado da Bahia
agecom@agecom.ba.gov.br 55 71 3115-6468, CAB, 3ª Avenida, nº 390, Plataforma IV, 1º andar, Paralela. CEP: 41.745-005 Salvador - Bahia - Brasil

01/02/2009

Mesa Diretora - Conheça as prerrogativas de cada integrante da Mesa

Composta por sete deputados eleitos por dois anos, a Mesa Diretora coordena os trabalhos legislativos e os serviços administrativos da instituição. Entre suas atribuições está a promulgação de emendas à Constituição, juntamente com a Mesa Diretora do Senado.

De acordo com o Regimento Interno da Câmara, a Mesa se reúne a cada 15 dias e quando é convocada pelo presidente ou por quatro de seus integrantes efetivos. O parlamentar que faltar a cinco reuniões ordinárias consecutivas, sem causa justificada, perderá o cargo.

Os deputados que exercem cargos na Mesa Diretora não podem fazer parte de liderança partidária nem de nenhuma comissão da Casa, seja permanente, especial ou de inquérito.

As funções da Mesa se dividem em presidência e secretarias. Veja abaixo as principais atribuições de cada cargo:

Presidência: É composta pelo presidente e pelo 1º e 2º vice-presidentes. O presidente é o representante da Câmara quando ela se pronuncia coletivamente e o supervisor dos seus trabalhos e da sua ordem.

Entre as várias atribuições do presidente, está a de substituir o presidente da República, nos casos de impedimento ou vacância do vice-presidente; integrar o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional; definir oficialmente a pauta do Plenário e presidir as sessões. Atualmente, o Colégio de Líderes sempre é ouvido pelo presidente para a definição das matérias que entrarão na pauta do Plenário, mas a dinâmica e o número de reuniões depende da atuação de cada presidente.

O acordo com os líderes partidários é uma forma de evitar a obstrução das votações pelos partidos que não concordam com a inclusão de certos temas na pauta. Além disso, os deputados definem nessas reuniões como serão as votações, quais itens receberão prioridade e quais serão disputados no voto, por falta de concordância entre as bancadas.

Também cabe ao presidente designar relatores de medidas provisórias, propostas de emenda à Constituição e comissões especiais; avaliar fatos determinados para criação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) por requerimento; e decidir sobre dúvidas regimentais, questões de ordem e reclamações.

No caso de ausência do presidente, as sessões do Plenário são presididas, sucessivamente, pelos vice-presidentes, secretários e suplentes, ou, finalmente, pelo deputado mais idoso, dentre os de maior número de legislaturas. O presidente não pode votar matérias em Plenário, exceto no caso de votações secretas ou para desempatar o resultado de votação aberta.

- 1º vice-presidente: Substitui o presidente em sua ausência ou impedimento; elabora pareceres sobre os requerimentos de informações, projetos de resolução e outras matérias que lhe forem distribuídas.

- 2º vice-presidente: Substitui o presidente nas ausências ou impedimentos simultâneos deste e do 1º vice-presidente; examina os pedidos de ressarcimento de despesas médicas dos deputados; e fomenta a interação institucional entre a Câmara e os órgãos do Poder Legislativo dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, para desenvolver sistematicamente a ação legislativa. Ele também exerce a função de corregedor, na qual é responsável por elaborar pareceres sobre denúncias de desvios éticos e quebra de decoro parlamentar contra os deputados. Prevista regimentalmente desde 1989, a atribuição do corregedor teve seu funcionamento regulamentado em 2003. Dez anos antes, em 1993, a Mesa Diretora decidiu que a função seria exercida pelo 2º vice-presidente.

Recentemente, a Corregedoria recomendou a cassação do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), acusado de envolvimento em esquema de fraude aos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O parlamentar foi absolvido pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. A Corregedoria também atuou no caso do deputado Walter Brito Neto (PRB-PB), primeiro parlamentar federal condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a perder o cargo por troca de partido.

- SECRETARIAS -

Há quatro secretários e quatro suplentes.

- 1º secretário: É o superintendente dos serviços administrativos da Câmara e responsável pelas despesas e finanças da instituição; recebe convites, representações, petições e memoriais dirigidos à Casa; elabora a correspondência oficial, exceto a das comissões; encaminha indicações e requerimentos de informação a ministérios ou a outros órgãos subordinados à Presidência da República. É o 1º secretário quem ratifica as despesas da Câmara e credencia assessores, profissionais da imprensa e empresas prestadoras de serviços à Câmara.

- 2º secretário: Providencia os passaportes diplomáticos e pede notas de visto ao Itamaraty. É secretário da Ordem do Congresso Nacional e cuida das relações da Câmara com as embaixadas. Ele também cuida dos programas de estágio oferecidos pela instituição.

- 3º secretário: Controla o fornecimento de requisições de passagens de transporte aéreo aos deputados; trata das missões especiais de parlamentares; examina os requerimentos de licença e justificativa de faltas; e exerce a função de corregedor-substituto. Ele é responsável ainda pela concessão licenças médicas.

- 4º secretário : Supervisiona o sistema habitacional da Câmara; distribui as unidades residenciais aos deputados e encaminha à diretoria-geral a concessão de auxílio-moradia àqueles que não residam em imóveis funcionais.

Os suplentes substituem os secretários na presidência das sessões e nas demais funções dos titulares, quando estes não puderem realizá-las.

25/01/2009

A VERDADE - TERRORISMO AÉREO X DOSSIÊ DOS CONTROLADORES

18/01/2009

Usando a crise para criar uma vantagem competitiva 'impossível'

Como se beneficiar de uma crise é o assunto de um novo livro dos consultores de negócios internacionais Andreas Buchholz, Wolfram Wordemann e Ned Wiley, com o
título "The Impossible Advantage - Winning the Competitive Game by
Changing the Rules" (A Vantagem Impossível - Como ganhar o jogo
competitivo mudando as regras), o qual acaba de ser publicado pela
John Wiley&Sons em 16 de janeiro.

"As condições incertas ou críticas do mercado oferecem as melhores
oportunidades para extirpar as regras convencionais do jogo e
transformar as relações de poder prevalecentes", argumentam os
autores. Em ambientes turbulentos de mercado, os clientes tendem a
"mudarem rapidamente" suas atitudes, valores e preferências de
maneira dramática: eles abandonam padrões estabelecidos de compras e
de comportamento de maneira impensável durante anos bons e estáveis.
Isto pode criar oportunidades únicas para os participantes que agirem
rapidamente para obterem uma vantagem competitiva anteriormente
considerada como "impossível".

Durante a atual crise dos fabricantes dos mega-utilitários SUV nos
Estados Unidos, por exemplo, os fabricantes japoneses como a Toyota e
a Honda exploraram o colapso do setor para derrubar a hegemonia dos
fabricantes norte-americanos e colocar seu SUV "aspirante" mais
econômico -- enobrecido e celebrado como a nova geração Crossover --
em alturas "impossíveis". "As crises podem transformar perdedores sem
esperanças em vencedores permanentes", dizem os autores. Agora seria
uma época ideal para os gerentes e os empreendedores retornarem às
suas pranchetas e determinarem como criar vantagem competitiva
"impossível" para suas próprias companhias.

Os autores distinguem quatro estratégias de "Mudança do Jogo" que
qualquer companhia pode empregar durante uma crise ou recessão para
desbancar os líderes do mercado e obter um diferencial competitivo
revolucionário. Até empresas de pequeno e médio porte podem tomar o
controle de seus mercados e fazer com que os competidores de maior
porte joguem o Jogo de acordo com regras totalmente novas.

O novo e extraordinário aspecto destas estratégias de "Mudança do
Jogo" durante períodos de crise é o de que as companhias não precisam
necessariamente de uma espetacular inovação do produto, orçamentos
enormes ou o poder de uma companhia multinacional para tomar o
controle do seu mercado, desbancar os líderes de longa data do
mercado e transformar as relações de poder prevalecentes.

Os autores Buchholz, Wordemann e Wiley conquistaram sua experiência
no mercado na Procter & Gamble. Atualmente Buchholz e Wordemann são
consultores de negócios internacionais atendendo a uma grande
variedade de corporações internacionais de destaque. Wiley é Diretor
Gerente de uma divisão da Axel Springer, uma das maiores companhias
de mídia do mundo.

C/ Agências

14/01/2009

Amorim: Brasil se solidariza com os palestinos e exige fim do morticínio

“O Brasil quer manifestar seu sentimento de solidariedade com os palestinos, porque são os que mais estão sofrendo nesta guerra, e estimular os esforços internacionais para alcançar a paz”, disse Amorim.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, durante reunião, nesta segunda-feira (12), com o primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina, Salam Fayyad, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Riad Malki, em Ramallah, na Cisjordânia.“O povo palestino, mulheres, crianças, todo dia têm morrido, isso tem que parar rapidamente, essa é a opinião de toda a comunidade internacional”.

Na madrugada do dia 11, o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), com 14 toneladas de alimentos e remédios para os palestinos vítimas do exército israelense na Faixa de Gaza, chegou à cidade de Amã, na Jordânia, no aeroporto internacional de Marka. De Amã, o material será transportado, via terrestre, até a área atingida pelos bombardeios pela Associação Hashemita de Caridade, organização ligada ao governo jordaniano.

“Esta doação é um gesto, fundamentalmente, de solidariedade materializada do povo brasileiro a essas pessoas que estão em grande dificuldade”, disse o embaixador brasileiro em Amã, Fernando José Marroni de Abreu.

Entre os alimentos, estão leite, macarrão e sardinha. Da carga de remédios fazem parte medicamentos de reidratação oral, ansiolíticos e analgésicos. Desse volume, três toneladas foram produzidas pelo Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica (LAQFA), situado no Rio de Janeiro.

Durante o encontro com os líderes palestinos, o ministro Celso Amorim ressaltou a necessidade do cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada no dia 8, pelo imediato cessar-fogo e a abertura de passagens na fronteira para a ajuda humanitária aos milhares de palestinos vítimas dos ataques israelenses. “A tarefa mais urgente neste momento é obter um cessar-fogo”, ressaltou Amorim.

O chanceler brasileiro iniciou no domingo, dia 11, viagem pelo Oriente Médio para ajudar a estabelecer o fim do genocídio na Faixa de Gaza. Em Damasco, na Síria, ele se reuniu com o presidente do país Bashar al Assad. No mesmo dia, o ministro brasileiro esteve com a chanceler israelense, Tzipi Livni.

C/ Agências

07/01/2009

Ação do governo estanca crise e indústria automotiva bate recorde de vendas em 2008

Ação do governo estanca crise e indústria automotiva bate recorde de vendas em 2008
O ano de 2008 fecha como o melhor da história da indústria automobilística nacional, com 4.849.497 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários vendidos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O desempenho revela que o boom do setor de janeiro a outubro deste ano equilibrou o resultado da crise refletida mais intensamente a partir de novembro, mês no qual a queda nas vendas foi de 22,28%.

Tal recuperação é reflexo das medidas de ajuda do governo ao setor, como a liberação de crédito ao mercado no momento em que as incertezas da crise fizeram com que os bancos “segurassem” o dinheiro para o financiamento de veículos novos e usados. Outra medida positiva foi a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, sobre o valor dos automóveis, fazendo com que o preço do carro popular, por exemplo, recuasse em média de R$ 2 mil.

O crescimento ao longo de todo ano de 2008 foi de 14,15% em relação a 2007, quando foram comercializadas 4.248. 275 unidades. Ao destacar somente o segmento de automóveis e comerciais leves, o crescimento foi de 14%, saltando de 2,3 milhões para 2,6 milhões.

"O resultado foi muito melhor do que a gente podia imaginar há 90 dias. A queda começou entre outubro e novembro e a ameaça era de que dezembro fosse pior que novembro. A gente esperava uma previsão de queda de 19% em 2009 em relação a 2008 e de 7% em relação a 2007. Agora, a gente já espera crescimento de 3,13% em 2009 em relação ao ano passado”, afirma Sérgio Reze, presidente da Fenabrave.

A previsão pessimista tinha fundamento, já que a venda de veículos em dezembro despencou 16,39% em relação ao mesmo período de 2007. Ainda assim, com a retomada no ritmo de vendas, o mês fechou em alta de 11,54%, quando saíram das concessionárias 345.447 veículos.

O mundo em crise

A crise mundial puxou a produção de veículos de veículos no mundo e afetou todos os investimentos feitos até então. Nos Estados Unidos, as vendas da Ford Motor caíram 31,7% em relação a 2007. Já as da GM despencaram 23%. Para a Toyota, o declínio foi de 16%, para 2,22 milhões de unidades. Nesta terça-feira (6), a montadora japonesa anunciou que vai interromper as fábricas no país por onze dias entre fevereiro e março por conta do acentuado declínio nas vendas nos Estados Unidos.

Automóveis e comerciais leves

No mês de dezembro, foram vendidas no mercado brasileiro 183.919 unidades de automóveis e comerciais leves. A expansão é de 13,6% em relação ao mês de novembro, quando foram comercializadas 166.279 unidades.

Apesar disso, a diferença em relação a dezembro de 2007 – início do boom das vendas no setor – é grande e chega a 20,49%. No período, foram vendidas 231.314 unidades.

Portal PT

02/01/2009

Um País Seguro - Bovespa dispara 7% no primeiro pregão de 2009

A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) fechou nesta sexta-feira o primeiro pregão de 2009 em intensa valorização dos papéis negociados. O principal índice o Ibovespa encerrou o dia com elevação expressiva de 7,17%, aos 40.244 pontos.

Com volume de R$ 2,21 bilhões. As mais valorizadas foram:

Embraer On (15,66%), Gafisa On (11,53%) e ItauBanco PN (11,03%).

Dólar fechou o pregão a R$ 2,333.

A Bolsa de Valores abriu esta sexta-feira já em forte alta. Nas primeiras duas horas do primeiro pregão do ano, o Ibovespa subia mais de 3% e chegava aos 38.800 pontos. As ações da Embraer, com alta de quase 9%, já eram as que apresentavam a maior valorização.

C/ AGÊNCIAS

27/12/2008

Hipocrisia - Ganharam. Mas queriam muito mais....

As principais entidades do comércio sediadas em São Paulo divulgaram nessa sexta-feira de forma invulgar (um dia depois do Natal), os resultados das vendas no período. Para não fugir a regra (eu nunca ouvi empresário dizer que as vendas foram boas), disseram que o crescimento foi abaixo do esperado. É isso mesmo, consideraram abaixo do esperado.

Quer dizer, houve crescimento na comparação com 2007, que já tinha sido muito bom, mas eles acharam que ganharam pouco. Queriam mais, mesmo após três meses de pregação do pessimismo por parte da imprensa. Aproveitando o momento, já vêm com o discurso da flexibilização das leis trabalhistas para evitar demissões.

Sinceramente, é muita cara de pau desse pessoal. Ganham, mas acham que foi pouco. Continuam pregando o pessimismo, e como forma de combatê-lo, querem tirar direitos trabalhistas.

Por Luiz Henrique Campos

20/12/2008

Farra com dinheiro público. Kassab vai nomear 270 para cargos de confiança

A gestão Gilberto Kassab (DEM) vai ter à disposição 270 cargos comissionados para compor com novos aliados nas cinco secretarias recém-criadas e em 30 parques municipais. Por meio de dois projetos aprovados em segunda discussão na última sessão do ano, na madrugada de ontem, o Executivo está autorizado a nomear 197 cargos na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, 53 na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, 17 na Secretaria de Segurança Urbana e 3 cargos de "secretário especial do gabinete do prefeito" para os futuros titulares das pastas de Direitos Humanos, de Controle Urbano e Especial da Mulher.

O impacto da minirreforma administrativa será de no máximo R$ 5 milhões anuais, segundo o governo, que defende a nova estrutura para a viabilização de dois dos principais projetos do prefeito: a revisão do Plano Diretor e a criação de cem parques até 2012. "Essa minirreforma contempla o desejo da sociedade por uma cidade melhor, com mais verde e desenvolvimento, por meio de diretrizes escolhidas pela própria população", defendeu o líder de governo, José Police Neto (PSDB).

Na prática, as cinco novas secretarias e os cargos em parques também abrem espaço para Kassab compor com neoaliados como PV, PR e PPS e para agregar políticos do próprio DEM e do PSDB sem espaço no governo. A administração afirmou ontem que pretende também fazer remanejamentos para preencher as vagas criadas, como da pasta de Planejamento.

Até o início do mês, o prefeito dizia que as novas secretarias usariam estruturas já existentes, com o objetivo de conceder "status" de secretário para cargos já ocupados. A pasta de Controle Urbano, por exemplo, vai absorver a estrutura do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru). Mas para a de Desenvolvimento Urbano Kassab poderá nomear 18 assessores de salário inicial de R$ 4.053,08. A bancada do PT acusa o governo de inflar a máquina e aponta impacto de R$ 10,1 milhões nos cofres públicos.

"É um verdadeiro trem da alegria do prefeito. Ele corta R$ 2 bilhões em investimentos do governo e agora aparece com 270 novos comissionados. É muita incoerência para quem atacava a máquina do governo Marta", criticou João Antonio (PT). "O prefeito coloca em risco a manutenção da passagem a R$ 2,30 e cria um inchaço na máquina para a indicação de seus apadrinhados. Esse foi o presente de fim do ano do Kassab para a cidade", emendou Antonio Donato (PT).

O governo não considera incoerência a criação de cargos diante do corte nas estimativas de receitas para 2009. "Estamos falando de um impacto de até R$ 5 milhões que não tem nada a ver com a diminuição de receitas", rebateu Police Neto.

Especialistas divergem sobre os cargos. "Acho que a humanização da cidade passa por uma cidade com mais verde e é lógico que existe demanda grande na área. A composição política nos cargos de primeiro escalão é natural", avalia Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola de Sociologia e Política.

Para o cientista político da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Fernando Antonio Azevedo, "criar cargos num momento de crise financeira é incoerente com um governo que promete austeridade no controle dos gastos".

O jornal Folha de São Paulo, não tocou nesse assunto. Porém uma reportagem no jornal, insinua aos leitores que se obras não forem concluídas a culpa é da câmara que corta R$ 1,9 bi do Orçamento de Kassab.

Por: Helena™

15/12/2008

Toyota adia investimentos no Brasil

A Toyota decidiu adiar os investimentos que havia previsto para o Brasil, noticia o jornal Gazeta Mercantil desta segunda-feira.

Outros planos da fabricante japonesa para expansão da produção na Índia e na China foram igualmente suspensos, por ora, devido à crise global, refere o artuigo citando um anúncio da companhia nipónica divulgado no último fim-de-semana.

Além disso, a empresa irá eliminar os prémios de desempenho de executivos, devido à queda das vendas de carros, provocada pela crise mundial e pela valorização do iene.

Blog com Agências

07/12/2008

A nova Justiça Brasileira


A condenação de Daniel Dantas a dez anos de prisão pelo Juiz Fausto De Sancis enseja uma reflexão que pode ser animadora, apesar dos pesares. E estes, os pesares, dizem respeito à velha Justiça corporativista, leniente com poderosos e dura com os humildes, que sempre existiu no país.

A sentença do Juiz De Sanctis mostra que, se hoje as oligarquias ainda contam com um Gilmar Mendes para defender seus interesses políticos e econômicos, mantendo a cúpula do Judiciário brasileiro como a porta por onde corruptos vêm escapando da Justiça há gerações, pode-se esperar que, em alguns anos, comecemos a ver chegar ao topo desse Poder magistrados como De Sanctis.

E essa nova geração de homens públicos, de juízes e de procuradores como o juiz federal supra mencionado ou como o procurador Rodrigo De Grandis, ou de policiais como Protógenes Queiróz, não se restringe a estes. Eles são a ponta mais visível do crescente contingente de idealistas que chegam ao Judiciário com uma visão nova da Justiça e acreditando na igualdade de todos perante a Lei.

Nesse episódio da Operação Satiagraha, que agora culmina com a primeira condenação grave contra Daniel Dantas, tem-se gravações que mostram tentativa clara, cristalina, insofismável, escandalosamente comprovada de que, a mando do condenado, comparsas dele tentaram corromper policiais para que o excluíssem das investigações.

A defesa de Dantas, que está recebendo milhões e milhões de reais, desqualifica e acusa juízes e policiais até de "forjarem provas" contra o banqueiro. Falam com a maior naturalidade do mundo e as gravações explicam por que. Os pretensos corruptores dos policiais, agindo em nome de Dantas - e citando-o nominalmente, inclusive - afirmam que o banqueiro estaria "se lixando" para processos contra si porque seriam barrados ou no STJ ou no STF.

Tais declarações, dadas num contexto que ninguém poderia imaginar que pretendessem prejudicar um Gilmar Mendes, por exemplo, deveriam abalar as estruturas da República. É inadmissível que a cúpula do poder Judiciário, diante de tão grave denúncia, continue agindo como se estivesse acima de qualquer suspeita.

Mas, enfim, estamos no Brasil, onde sempre foi assim, onde todo mundo sempre soube que é assim e onde ninguém admite publicamente que é assim, apesar de que é assim que é.

O Ministério Público Federal e os jovens juízes que vêm chegando ou que vão avançando na carreira da magistratura, estão muito distantes de um Gilmar Mendes. A Procuradoria-Geral da República é uma das mais sérias instituições desse tipo no mundo, atualmente.

Vejam aquela representação que a ONG Movimento dos Sem Mídia protocolou no Ministério Público Federal acusando a mídia de alarmismo durante o surto de febre amarela no início deste ano. Se há dez anos disséssemos que tal denúncia seria seriamente investigada, como está sendo, ninguém acreditaria.

Por mais que Dantas, Mendes, esses partidos políticos e meios de comunicação, todos unidos, tentem desanimar a sociedade, tentem passar à maioria a idéia de que "é assim mesmo", de que "sempre será assim", de que temos que aceitar que haja uma Justiça para pobre e outra para rico no Brasil, a coragem de um De Sanctis, de um Protógenes, de um De Grandis mostra que o futuro será melhor.

Isso acontece porque o setor pensante da sociedade vai entendendo que uma Justiça como a que ainda temos no Brasil constitui sério entrave ao processo civilizatório, à prosperidade e à paz social. Esses processos são lentos, mas inexoráveis. Quem viver, verá.

Por Eduardo Guimarães

26/11/2008

Opinião - O jornalismo online bateu no teto


Já avançamos muito e podemos entender melhor, sob o ponto de vista da evolução da atividade jornalística, aonde chegamos.

Neste final de 2008, chego a uma conclusão: os noticiosos web chegaram ao topo da montanha.

O que significa que, agora, a tarefa é olhar em volta e escolher um pico ainda mais alto para se alcançar. Como fazer isso? Difícil pergunta. Porque, além de ter fincado a bandeira no topo da montanha, o jornalismo online bateu no teto.

É pouco provável que tenhamos alcançado o topo do mundo. O estágio atual dos noticiosos online está mais para K2 - segunda posição, portanto - que Everest.

Mas, ao contrário do que vinha acontecendo de 2002 para cá - quando blogs, vídeos, podcasts, mobile news, distribuição de conteúdo via RSS e a participação do leitor mudaram a cara do jornalismo na web -, a poeira está baixando. Amadurecemos, e isso é bom.

Chegar ao topo significa poder olhar para o lado, ainda que por um instante, e estamos exatamente neste momento de reconhecimento. Para onde ir, afinal, se a convergência de mídias tão falada há dez anos agora é parte da realidade? E se o leitor hoje não só interfere, mas produz notícia, como criar novidades na relação com o público?

Ultimamente, nos estudos que desenvolvo, vejo um natural “correr atrás do rabo”. As tecnologias que conquistamos estão sendo retrabalhadas, lapidadas, divulgadas mais uma vez, mas tudo já se viu antes - um “antes” que remete a “agora há pouco”, mas ainda assim, antes. Todas as tecnologias foram assimiladas pelos leitores em um processo de transferência de conhecimento que entrará para a História.

Para enxergar o que vem por aí, então, a solução não está em olhar para frente, mas entender melhor, sob o ponto de vista da evolução da atividade jornalística, aonde chegamos.

Não é a primeira vez que uma nova mídia assimila recursos à disposição. Aconteceu com o rádio e com a televisão. Ambos aproveitaram ferramentas para incrementar ainda mais sua atividade-fim - a apuração e a produção de notícias. O rádio abraçou a cobertura em tempo real, a televisão criou novos horizontes para a imagem e as ferramentas escolhidas fizeram com que o Jornalismo desse um passo adiante.

Em suma: batemos no teto porque veículos e leitores já aprenderam a usar as novas ferramentas de hoje. O que surge em meio à poeira ainda é o bom e velho Jornalismo, e era assim que esperávamos que acontecesse. Ferramentas existem para serem usadas, nunca para receber mais destaque do que quem as utiliza.

Se a tecnologia não é mais destaque, o que virá agora?

Por Bruno Rodrigues via REDEBLOGO