16/04/2007

IBGE INICIA COLETA DE DADOS PARA CENSO AGROPECUÁRIO E CONTAGEM DA POPULAÇÃO


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começa nesta segunda-feira (16) a coleta de dados para o Censo Agropecuário e a Contagem da População. Cidades com até 170 mil habitantes serão visitadas por recenseadores do IBGE.

Mais de 86 mil pessoas foram contratadas para o levantamento, que será feito até o dia 31 de julho. O IBGE passará também por 5,7 milhões de propriedades rurais brasileiras para fazer o censo agropecuário.

Esta é a primeira pesquisa censitária totalmente informatizada do país, possibilitando que dados parciais possam ser conhecidos ainda neste ano.

Agência Brasil

12/04/2007

SEGUNDO A CNT/SENSUS, A MELHOR AVALIAÇÃO DESDE FEVEREIRO DE 2005

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a melhor avaliação pessoal desde fevereiro de 2005, segundo pesquisa da CNT/Sensus, divulgada ontem, apesar do acirramento da crise aérea com a greve dos controladores que parou o país na semana retrasada. O índice de aprovação chegou a 63,7% contra 59,3%, em agosto de 2006, data da última pesquisa, e 66,1% em fevereiro de 2005.

A desaprovação ao desempenho de Lula também caiu, para 28,2%, ante 32,5% em agosto de 2006, a menor desde fevereiro de 2005.

O levantamento apontou ainda um aumento na avaliação do governo, que foi para 49,58%, a terceira melhor da série. Em agosto de 2006, a aprovação estava em 43,6%. O percentual dos que desaprovam a gestão de Lula caiu para 14,6%, o menor índice desde fevereiro de 2005. A avaliação regular do governo também caiu, de 39,5% para 34,3%.

Para o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, o fato de a avaliação pessoal de Lula ser melhor do que a do seu governo está relacionado ao carisma do presidente. Segundo ele, a melhora na avaliação do governo tem relação “com a economia equilibrada, o processo de geração de empregos, o aumento na renda e também a fatores como o Bolsa Família”.

Guedes também associou a melhora às expectativas positivas da população nos próximos quatro anos de mandato. Para 54,8% dos entrevistados, o segundo governo Lula vai ser melhor do que o primeiro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

04/04/2007

PROFESSOR DIZ QUE PESQUISA DESMISTIFICA "EFEITO PREGUIÇA" DO BOLSA FAMÍLIA

O chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri, disse hoje (2) que uma das principais críticas ao programa Bolsa família, de que gera o “efeito preguiça”, é desmistificado, em parte, pela pesquisa “Equidade e Eficiência da Educação: Motivações e Metas”, que o centro apresenta nesta terça-feira (3).

O estudo, feito a partir de microdados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o Bolsa Família “impacta pouco” sobre o trabalho em geral e sobre o trabalho infantil de maneira particular.

“Há os que criticam o Bolsa Família por ele, teoricamente, provocar o chamado efeito preguiça: a pessoa recebe os recursos do programa e não vai trabalhar. A pesquisa mostra exatamente o contrário. Essas pessoas trabalham ainda mais. Pelos dados da PNDA (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), aumentou o trabalho infantil no Brasil entre 2004 e 2005”, disse à Agência Brasil Marcelo Neri.

Na avaliação do economista, no entanto, é preciso analisar estes indicadores de forma mais cuidadosa, “até porque este aumento pode está refletindo as condições melhores do mercado de trabalho que vêm se verificando nos últimos dois anos”.

“A verdade é que os dados não nos permitem rejeitar a hipótese de que o Bolsa Família não esteja diminuindo e, talvez, até aumentando o trabalho infantil. É um resultado até certo ponto surpreendente. É preciso olhar esta constatação com uma certa cautela. Quando a gente faz um experimento, comparando pessoas em igualdade de condições, com e sem o Bolsa Família, a propensão ao trabalho deste adolescente é maior com o Bolsa Família”, explicou.

O estudo desenvolvido pela FGV indica que o número de matrículas na faixa etária de sete a 15 anos (exatamente a que é beneficiada pela condicionalidade do programa), o índice de matrícula é três pontos percentuais superior à faixa que vai até os 17 anos.

“Isto não é um efeito muito grande, uma alteração de 92% para 95%. Ou seja, a evasão escolar cai de 8% para 5%. Neste sentido o Bolsa Família chove um pouco no molhado”, ressaltou.

Para Néri, no entanto, a influência maior é na redução do número de faltas às aulas. Neste caso há uma mudança substancial entre os pobres com e sem bolsa. “O índice de faltas por aluno cai de 32% para 29% - acima dos 15% permitidos. Aí há um efeito mais importante: são três pontos de porcentagem, que na verdade correspondem a uma mudança de 10% sobre a base”.

Néri informou que o Centro de Políticas Sociais da FGV disponibilizará um site com um amplo banco de dados que permitirá a cada um responder suas próprias perguntas relativas ao por que as pessoas evadem da escola, o tempo de permanência na escola, retornos da educação, que podem ser cruzados com um amplo leque de atributos sócio-demográficos como sexo, renda, etc.

O site apresenta um ranking comparando os atributos educacionais entre diferentes estados. Também em inglês, o sítio contém diversos artigos, vídeos de seminários e debates de especialistas do tema, assim como um fórum de discussão. (AB)

02/04/2007

DE 2005 PARA 2006, CRESCEM O ABATE DE ANIMAIS E A PRODUÇÃO DE OVOS

Em 2006, o abate de bovinos chegou a 30,2 milhões, um aumento de 7,8% em relação ao ano anterior. No período de 2000 a 2006, o abate de animais cresceu 76,9% no país Também em 2006, foram abatidos 25,5 milhões de suínos e 3,9 bilhões de frangos, registrando um aumento de 8,7% e 2,0%, respectivamente, frente ao ano anterior. As empresas que processam leite adquiriram 16,7 bilhões de litros de leite em 2006, que representa um aumento de 2,3% frente ao ano de 2005. A produção de ovos de galinha também cresceu 4,4% de um ano para o outro, somando 2,1 bilhões de dúzias. As informações são das pesquisas trimestrais do IBGE sobre Abate de Animais, Aquisição de Couro e Produção de Leite e Produção de Ovos de Galinha, que traz ainda os resultados para o 4º trimestre de 2006.

Em 2006, frente ao ano anterior, o abate de bois teve aumento de 9,4%, vacas de 8,6% e novilhos 1,9%. Já o abate de vitelos teve queda de 40,0% nesse período. Em 2006, 47,7% dos animais abatidos eram bois, 36,9% eram vacas e 15,3% eram novilhos.

No quarto trimestre de 2006, 7,7 milhões de cabeças de bovinos foram abatidas em todo o país, o que representou um aumento de 11,9% em relação ao mesmo período de 2005. Do total de animais abatidos no quarto trimestre de 2006, 50,9% correspondia a categoria dos bois, 33,3% das vacas e 15,8%, a novilhos. Já em relação ao terceiro trimestre de 2006, foi registrada queda de 3,3%. Ainda nesse período, todas as categorias de animais investigadas pela pesquisa, à exceção de novilhos, tiveram variação negativa.

Quanto ao peso de carcaça, foi registrado 1,7 milhão de toneladas no quarto trimestre de 2006, um crescimento de 13,7% em relação ao quarto trimestre de 2005 e queda de 3,4% frente ao terceiro trimestre de 2006. O abate de bois foi de 1,0 milhão de toneladas, que representou um aumento de 19,0% em relação ao quarto trimestre de 2005 e queda de 2,6% frente ao terceiro trimestre de 2006.

Fonte: IBGE

01/04/2007

PESQUISA REVELA QUE 47% QUEREM GASTAR MAIS EM 2007

O aumento da renda e o crédito fácil fazem o brasileiro sonhar mais alto este ano. É o que revela pesquisa feita pelo instituto Ipsos Public Affairs, que consultou 1.200 famílias em todo o País no fim de 2006. Do total de entrevistados, 46% responderam que pretendem consumir mais em 2007.

Na pesquisa anterior, de dezembro de 2005, para consumo em 2006, esse número era menor - 39%. Os sonhos continuam sendo móveis e eletrodomésticos (37%), mas há maior intenção de gastos com lazer e viagens, computadores e casa própria. Entre a classe C, cuja renda familiar é de R$ 1.161,88, o desejo de adquirir um computador saltou de 18%, em dezembro de 2005, para 23% no fim de 2006. A meta de ter a casa própria passou de 10% para 14%.

A pesquisa mostra que a classe C passou a ter os mesmos objetivos de consumo da classe AB (R$ 2.325,38), inclusive para itens mais caros. “Hoje, o desejo de comprar um computador é praticamente o mesmo entre essas duas classes”, diz Franck Vignard Rosez, diretor da financeira Cetelem, que encomendou o estudo ao instituto. Segundo a consultoria IDC, cerca de 8,5 milhões de computadores deverão ser vendidos este ano no País, quase 1,5 milhão a mais em relação às vendas de 2006. Viajar aparece como outro importante sonho de consumo da população. De acordo com a Ipsos, esse item ocupa o terceiro lugar nos desejos das classes C e DE (R$ 571,05) e o primeiro nas classes mais ricas (AB).

O crescimento das vendas é alimentado pelo crédito fácil e o aumento da massa de rendimentos do trabalho, num cenário de inflação sob controle e juros em queda. Em fevereiro (último dado disponível), a massa de rendimentos nas 6 regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atingiu R$ 22,4 bilhões, crescimento de 21,7% ante fevereiro de 2004, descontada inflação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.