A Síntese dos Indicadores Sociais 2007- Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira (SIS), divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, de 1996 a 2006, as taxas brutas de freqüência à escola de alguns segmentos etários apresentaram crescimento relativo muito significativo.
Para as crianças de 0 a 3 anos de idade, os percentuais dobraram nesse período, de 7,4% para 15,5%. Na faixa seguinte, de 4 a 6 anos, as taxas passaram de 53,8% para 76,0%, um aumento de mais de 40%. Além disso, a defasagem dos alunos do ensino fundamental cai 41,6% em dez anos.
Em relação ao ensino superior, a pesquisa aponta que, em 2006, 76,4% dos estudantes freqüentavam universidades particulares, e apenas 23,6% estavam em estabelecimentos públicos. No entanto, mais da metade dos estudantes que freqüentam o ensino superior na rede pública (54,3%) pertenciam aos 20% mais ricos. A pesquisa do IBGE revela também que o rendimento das famílias tem grande influência no acesso e permanência das crianças e jovens na escola.
Nas famílias mais pobres, apenas 9,9% das crianças com até 3 anos de idade freqüentavam creches, em 2006. Em dez anos, o número de crianças trabalhando, na faixa de 10 a 15 anos, caiu de 3,6 milhões para 2,5 milhões.
Entretanto, a pesquisa encontrou 235 mil crianças de 10 a 17 que declararam trabalhar em vias públicas. No outro extremo da população, entre os 19 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, 14,6 milhões (76,6%) eram beneficiárias da Previdência. O Rio de Janeiro apresentava a maior proporção de pessoas com 60 anos ou mais de idade (14%) em relação ao total da sua população, e se destacava, também, por haver entre os idosos 66 homens para cada 100 mulheres na mesma idade.
E ainda, de 1996 a 2006, o número de mulheres que se declararam como a pessoa de referência da família aumentou de 10,3 milhões para 18,5 milhões em todo o país. A taxa de ocupação dos filhos foi maior nas famílias chefiadas por mulheres: 44,1%, contra 40,3% nas famílias chefiadas por homens.
Essas são algumas das conclusões da Síntese dos Indicadores Sociais 2007, elaborada na maior parte com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad),e traz capítulos específicos sobre Aspectos demográficos; Educação; Domicílios; Famílias; Casamentos, separações judiciais e divórcios; Cor; Mulheres; Idosos e Crianças, adolescentes e jovens.
Fonte: IBGE
28/09/2007
01/09/2007
Superávit na quarta semana de agosto é de US$ 738 milhões

As exportações brasileiras na quarta semana de agosto somaram US$ 3,232 bilhões (média diária de US$ 646,4 milhões) e as importações US$ 2,494 bi (média diária de US$ 498,8 mi). Com esse resultado, o saldo da Balança Comercial Brasileira chega a US$ 738 mi, em cinco dias úteis. A corrente de comércio brasileira, no período, foi de US$ 5,726 bi.
Pela média diária, as exportações brasileiras na semana cresceram 0,2% em comparação à média exportada até a terceira semana de agosto (US$ 645,1 mi). Houve aumento das vendas de básicos (+7%), em especial, carnes de frango e bovina, farelo de soja, milho em grãos, fumo em folhas e café em grão. Os produtos semimanufaturados também registraram alta (+1,1%), com destaque para os embarques de celulose, alumínio em bruto, óleo de soja em bruto, couros e peles e ferro-ligas. Por sua vez, os produtos manufaturados apresentaram queda de 4,2% nas vendas ao mercado internacional.
Já as importações na semana, pela média diária, apresentaram decréscimo de 3,6% ao se comparar com o desempenho apresentado até a terceira semana de agosto (US$ 498,8 mi).
No mês
Com esta última semana, agosto passa a ter 18 dias úteis. Nesse período, as exportações acumulam US$ 11,618 bi (média diária de US$ 645,4mi). Ao se comparar esse resultado com a média diária exportada durante todo o mês de agosto de 2006 (US$ 594,4 mil), observa-se crescimento de 8,6%. Houve aumento das vendas das três categorias de produtos: básicos (+17,5%), manufaturados (+5,0%) e semimanufaturados (+3,8%). Comparando com o desempenho das exportações no mês de julho de 2007, as exportações brasileiras até a quarta semana de agosto, apresentam crescimento de 0,6%, com aumento de 3,5% nos embarques de semimanufaturados e de 0,8% de manufaturados. As vendas de produtos básicos apresentaram queda de 2%.
As importações em agosto somam US$ 9,217 bi (média diária de 512,1 bi). Em comparação com a média diária importada em agosto de 2006 (US$ 396,4 milhões), cresceram 29,2% em função do aumento das compras de cereais e produtos de moagem (+103,2%), produtos siderúrgicos (+61,5%), veículos automóveis e partes (+51,1%), químicos (+49,7%), equipamentos mecânicos (+39,8%) e instrumentos de ótica e precisão (+24,2%). As importações em agosto (até a quarta semana) estão 4,6% maior que as registradas em julho (média diária de US$ 489,7 mi).
O superávit da Balança Comercial no mês (até a quarta semana) é de US$ 2,401 bi, valor 32,6% menor que o apresentado em agosto de 2006 (US$ 4,554 bi) e 12,3% menor que o de julho de 2007 (US$ 3,347bi).
Acumulado
De janeiro até a quarta semana de agosto, as exportações brasileiras somam US$ 98,952 bi (média diária de 603,4 mi), valor 14,8% superior que o apresentado no mesmo período de 2006 (US$ 86,193 bi). As importações, por sua vez, somam US$ 72,566 bi (média diária de US$ 442,5 mi) e ao se fazer comparação com o desempenho das vendas ao mercado externo de janeiro até a quarta semana de 2006, observa-se crescimento de 27%.
A Balança Comercial Brasileira acumula até a quarta semana de agosto superávit de US$ 26,386 bi, valor 9,2% menor que o registrado no mesmo período do ano passado US$ 29,058 bi.
Mais informações:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2109.7190 e 2109.7198
Rachel Porfírio
rachel.porfirio@desenvolvimento.gov.br
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