Entre os números estatísticos que mais revelam a desigualdade de um povo, o índice de analfabetismo é particularmente expressivo. E a redução de 5,2% do número absoluto de analfabetos no país, entre 2005 e 2006, é uma vitória que está sendo comemorada pelo governo federal, junto com todas as entidades, estados, municípios e empresas que participaram dos projetos espalhados pelo país inteiro.
No ano passado, mais de 151 milhões de pessoas se declararam capazes de ler e escrever para os pesquisadores do IBGE, enquanto em 2002 o número foi de 136 milhões e em 2005 de 147 milhões.
Dos 22,378 milhões de brasileiros que em 2005 eram analfabetos, em 2006 o número foi reduzido para 21,326 milhões. Mais de 1 milhão em 1 ano.
Mas, se estes números abarcam inclusive crianças em idade escolar, os resultados conquistados na faixa etária dos 15 anos ou mais expressa o combate ao analfabetismo impulsionado pelo Programa Brasil Alfabetizado. Desde que foi criado, em 2003, o Projeto Brasil Alfabetizado ajudou a investir em 5,3 milhões de brasileiros.
Da faixa etária dos 15 anos ou mais, 600 mil pessoas deixaram a escuridão do analfabetismo entre 2005 e 2006, uma redução de 4,2%. Quase o dobro da redução observada entre os anos 2002 (último ano do governo FHC) e 2006, que foi de 2,75%. O impulso dado ao programa, que em 2005 formou 1,5 milhão de pessoas, segundo cálculos do MEC, foi essencial nessa redução. “A taxa de efetividade do programa se mostra muito alta. Esses resultados só podem ser explicados pela política pública implementada no período. O perfil demográfico de um país não muda significativamente de um ano para o outro”, enfatiza o diretor de avaliação dos programas de alfabetização e educação continuada do Ministério da Educação, Jorge Teles.
Por MARIANA MOURA
25/10/2007
18/10/2007
Os próximos quatro anos do Brasil
O desenvolvimento do País e principalmente de consolidar políticas públicas inovadoras é o que prevê o Plano Plurianual para o período 2008-2011. Além disso, os números dão ênfase grande à educação. Para cumprir os seus objetivos principais é preciso muito empenho político e principalmente uma participação da sociedade no acompanhamento das propostas e nas suas repercussões sobre onde os recursos serão aplicados. Os fundamentos que dão o norte a essa proposta estão no aumento, tanto dos investimentos produtivos, quanto da produtividade e da competitividade da economia, a serem realizados por meio de incentivos à inovação e ao desenvolvimento industrial.
Os parâmetros econômicos utilizados na feitura da proposta para os próximos quatro anos, como o salários mínimo em 2011 de R$ 529,73, reduação da Taxa Selic chegando a 8,54% e um crescimento anual do PIB em torno de 5% fornecem condições para que os investimentos previstos sejam coerentes com a capacidade de crescimento do país daqui para frente.
A proposta que passará por aprovação do legislativo além das inovações propostas pelo executivo tem prerrogativa, diferente das anteriores, pode contribuir para melhorar a capacidade de planejamento e acompanhamento, por parte, não só dos parlamentares, mas da sociedade brasileira. O PPA que antes era votado junto com o orçamento, tem prazo para ser votado na Comissão de Orçamento. De acordo com as novas normas de tramitação orçamentária, o orçamento de 2008 só começará a ser discutido depois que o PPA for aprovado pelo plenário do Congresso. Significa, que o PPA será o norte da lei orçamentária nas questões macro econômicas.
O território tem um papel determinante na estratégia de desenvolvimento do PPA, pois carrega o conjunto das variáveis que interferem nas possíveis trajetórias a serem perseguidas pelo Brasil. As regiões não podem ser tratadas apenas como provedoras passivas de insumos ao desenvolvimento. O Plano considera as regiões como estruturas sócio-espaciais ativas nas quais o ambiente sócio-econômico e os traços histórico-culturais e sócio-geográficos sejam decisivos para o sucesso ou o fracasso de qualquer desenvolvimento. As políticas públicas encontram, nas escalas sub-regionais e locais, melhor possibilidade de articulação das ações com a gama variada de atores e demais grupos sociais, que assim obtêm melhor resposta aos problemas da agenda de desenvolvimento.
O caminho que se oferece ao País forma um círculo virtuoso capaz de gerar crescimento com alteração do padrão distributivo da economia brasileira. Um caminho que integra a dinâmica de expansão econômica por consumo de massa com a dinâmica de inovação e competitividade, que converta ganhos econômicos em desenvolvimento real, em melhoria das condições de vida de todos os brasileiros e brasileiras em todas as regiões do País.
Nesse sentido, o PPA foi apresentado e discutido com a sociedade civil organizada e gestores durante os seminários regionais da Comissão Mista de Orçamento(CMO) realizados na cinco regiões do país, e deve assim espelhar as várias realidades desse país continental com características específicas de cada Estado. A participação política e popular demonstra que a sociedade quer participar e que existe uma vontade, não só dos gestores públicos, de compreender melhor como os recursos públicos são aplicados, bem como das formas de acompanhamento da aplicação dos recursos na ponta, por meio dos projetos, obras, convênios e contratos pelo país afora. A nossa responsabilidade é ainda maior em relatar uma proposta que vá realmente ao encontro de um PPA, que além de traçar um perfil econômico muito otimista, revele um país com renda mais distribuída, com maior acesso à educação de qualidade e melhor dotado de infra-estrutura para atender às demandas do crescimento.
Por Cláudio Vignatti, Deputado Federal pelo PT-SC, Presidente da Comissão Especial de Reforma do CADE e relator do PPA 2008/2011
Os parâmetros econômicos utilizados na feitura da proposta para os próximos quatro anos, como o salários mínimo em 2011 de R$ 529,73, reduação da Taxa Selic chegando a 8,54% e um crescimento anual do PIB em torno de 5% fornecem condições para que os investimentos previstos sejam coerentes com a capacidade de crescimento do país daqui para frente.
A proposta que passará por aprovação do legislativo além das inovações propostas pelo executivo tem prerrogativa, diferente das anteriores, pode contribuir para melhorar a capacidade de planejamento e acompanhamento, por parte, não só dos parlamentares, mas da sociedade brasileira. O PPA que antes era votado junto com o orçamento, tem prazo para ser votado na Comissão de Orçamento. De acordo com as novas normas de tramitação orçamentária, o orçamento de 2008 só começará a ser discutido depois que o PPA for aprovado pelo plenário do Congresso. Significa, que o PPA será o norte da lei orçamentária nas questões macro econômicas.
O território tem um papel determinante na estratégia de desenvolvimento do PPA, pois carrega o conjunto das variáveis que interferem nas possíveis trajetórias a serem perseguidas pelo Brasil. As regiões não podem ser tratadas apenas como provedoras passivas de insumos ao desenvolvimento. O Plano considera as regiões como estruturas sócio-espaciais ativas nas quais o ambiente sócio-econômico e os traços histórico-culturais e sócio-geográficos sejam decisivos para o sucesso ou o fracasso de qualquer desenvolvimento. As políticas públicas encontram, nas escalas sub-regionais e locais, melhor possibilidade de articulação das ações com a gama variada de atores e demais grupos sociais, que assim obtêm melhor resposta aos problemas da agenda de desenvolvimento.
O caminho que se oferece ao País forma um círculo virtuoso capaz de gerar crescimento com alteração do padrão distributivo da economia brasileira. Um caminho que integra a dinâmica de expansão econômica por consumo de massa com a dinâmica de inovação e competitividade, que converta ganhos econômicos em desenvolvimento real, em melhoria das condições de vida de todos os brasileiros e brasileiras em todas as regiões do País.
Nesse sentido, o PPA foi apresentado e discutido com a sociedade civil organizada e gestores durante os seminários regionais da Comissão Mista de Orçamento(CMO) realizados na cinco regiões do país, e deve assim espelhar as várias realidades desse país continental com características específicas de cada Estado. A participação política e popular demonstra que a sociedade quer participar e que existe uma vontade, não só dos gestores públicos, de compreender melhor como os recursos públicos são aplicados, bem como das formas de acompanhamento da aplicação dos recursos na ponta, por meio dos projetos, obras, convênios e contratos pelo país afora. A nossa responsabilidade é ainda maior em relatar uma proposta que vá realmente ao encontro de um PPA, que além de traçar um perfil econômico muito otimista, revele um país com renda mais distribuída, com maior acesso à educação de qualidade e melhor dotado de infra-estrutura para atender às demandas do crescimento.
Por Cláudio Vignatti, Deputado Federal pelo PT-SC, Presidente da Comissão Especial de Reforma do CADE e relator do PPA 2008/2011
03/10/2007
Risco Brasil fecha em 170 pontos, com queda de 1,73%; Global 40 e A-Bond recuam
Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira, o EMBI+ Brasil, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, encerrou o dia em 170 pontos, apontando queda de 1,73% em relação aos 173 pontos do fechamento de ontem.
No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 foi transacionado a 134,188% do seu valor de face, com leve queda de 0,09%. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização), marcou 112,250% do seu valor de face, com baixa de 0,17%.
Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
Valor Online, com agências internacionais
No mercado secundário de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40 foi transacionado a 134,188% do seu valor de face, com leve queda de 0,09%. O segundo papel mais representativo do índice do JP Morgan, o Global 18 ou A-Bond (Amortizing Bond ou Bônus de Amortização), marcou 112,250% do seu valor de face, com baixa de 0,17%.
Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.
Valor Online, com agências internacionais
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