26/11/2008

Opinião - O jornalismo online bateu no teto


Já avançamos muito e podemos entender melhor, sob o ponto de vista da evolução da atividade jornalística, aonde chegamos.

Neste final de 2008, chego a uma conclusão: os noticiosos web chegaram ao topo da montanha.

O que significa que, agora, a tarefa é olhar em volta e escolher um pico ainda mais alto para se alcançar. Como fazer isso? Difícil pergunta. Porque, além de ter fincado a bandeira no topo da montanha, o jornalismo online bateu no teto.

É pouco provável que tenhamos alcançado o topo do mundo. O estágio atual dos noticiosos online está mais para K2 - segunda posição, portanto - que Everest.

Mas, ao contrário do que vinha acontecendo de 2002 para cá - quando blogs, vídeos, podcasts, mobile news, distribuição de conteúdo via RSS e a participação do leitor mudaram a cara do jornalismo na web -, a poeira está baixando. Amadurecemos, e isso é bom.

Chegar ao topo significa poder olhar para o lado, ainda que por um instante, e estamos exatamente neste momento de reconhecimento. Para onde ir, afinal, se a convergência de mídias tão falada há dez anos agora é parte da realidade? E se o leitor hoje não só interfere, mas produz notícia, como criar novidades na relação com o público?

Ultimamente, nos estudos que desenvolvo, vejo um natural “correr atrás do rabo”. As tecnologias que conquistamos estão sendo retrabalhadas, lapidadas, divulgadas mais uma vez, mas tudo já se viu antes - um “antes” que remete a “agora há pouco”, mas ainda assim, antes. Todas as tecnologias foram assimiladas pelos leitores em um processo de transferência de conhecimento que entrará para a História.

Para enxergar o que vem por aí, então, a solução não está em olhar para frente, mas entender melhor, sob o ponto de vista da evolução da atividade jornalística, aonde chegamos.

Não é a primeira vez que uma nova mídia assimila recursos à disposição. Aconteceu com o rádio e com a televisão. Ambos aproveitaram ferramentas para incrementar ainda mais sua atividade-fim - a apuração e a produção de notícias. O rádio abraçou a cobertura em tempo real, a televisão criou novos horizontes para a imagem e as ferramentas escolhidas fizeram com que o Jornalismo desse um passo adiante.

Em suma: batemos no teto porque veículos e leitores já aprenderam a usar as novas ferramentas de hoje. O que surge em meio à poeira ainda é o bom e velho Jornalismo, e era assim que esperávamos que acontecesse. Ferramentas existem para serem usadas, nunca para receber mais destaque do que quem as utiliza.

Se a tecnologia não é mais destaque, o que virá agora?

Por Bruno Rodrigues via REDEBLOGO

19/11/2008

Projeto prevê repatriação de US$ 70 bi


Com o apoio do alto escalão do governo, está pronto o projeto de lei elaborado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) para estimular a repatriação de de US$ 65 bilhões a US$ 70 bilhões que deixaram o país durante as crises econômicas das últimas três décadas.

A proposta, protocolada ontem no Senado, prevê a concessão de incentivos fiscais para regularização de ativos não declarados no exterior e também para a atualização do valor de bens declarados no passado. Possibilita, ainda, a abertura no Brasil de conta corrente em dólar.

O projeto prevê que os brasileiros que tiverem bens ou direitos no exterior e quiserem repatriá-los poderão fazê-Ia pagando apenas 8% de imposto de Renda (IR).

Se optarem por aplicar os recursos em cotas de fundos de investimento dedicados ao financia mento de projetos de infra-estrutura, a alíquota cairá para 4%.

No caso das pessoas jurídicas com bens no exterior cuja existência nunca foi declarada à Receita Federal, haverá 10% de IR e 8% de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Se aprovado, o projeto concederá anistia ampla para contribuintes, pessoa física ou jurídica, que remeteram recursos ilegalmente ao exterior. O texto foi inspirado em experiências de países como Itália, Alemanha, Estados Unidos e Bélgica.

“A proposta tem como um de seus objetivos remover obstáculos que, ao longo das últimas décadas, emergiram dos planos de estabilização monetária fracassados, que quebraram regras contratuais, desrespeitaram direitos adquiridos e acarretaram incertezas jurídicas para os agentes econômicos", disse ao Valor Delcídio Amaral.

O longo período inflacionário vivido pelo país também induziu poupadores e investidores a buscar proteção contra a perda de valor da moeda nacional por meio de remessas ao exterior.

O senador Delcídio trabalhou em sua proposta durante mais de um ano e incorporou ao texto sugestões do presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Gabriel Ferreira.

Mais recentemente, tratou longamente do assunto com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Fazenda, Guido Mantega.

"Não dá para ignorar a realidade de que há muito dinheiro de brasileiros no exterior, a descoberto do ponto de vista fiscal”, comentou o ministro Paulo Bernardo.

Por Briguilino

14/11/2008

Rule of Law

Albert Venn Dicey em Introduction to the Study of the Law of The Constitution, de 1885, considera que the rule of law é o princípio fundamental da constituição britânica. O princípio, distinto do conceito francês de legalidade, desenvolvido pelo direito administrativo, distingue-se também do Rechtstaat alemão dos finais do século XIX. Aproxima-se mais dos recentes conceitos de Estado de Direito.

Uma das primeiras consequências do princípio está na ausência doe poder arbitrário, ou discricionário, marcado pelo capricho, por parte do government. Com efeito, tal princípio impõe, por um lado a supremacia absoluta, ou a predominância, da lei regular, entendida como o oposto do poder arbitrário, e, por outro, a igualdade perante a lei, ou a sujeição de todas as classes à lei ordinária, sem privilégio para os próprios funcionários ou agentes do Estado. Por último, a fórmula expressa o facto de, nos domínios da constituição britânica, the law of the constitution, não ser a fonte, mas antes a consequência dos direitos dos indivíduos, como a liberdade pessoal, a liberdade de discussão ou o direito de reunião em público.

Em 1885, Dicey, observando o crescendo do legalismo e da codificação, principalmente nos domínios do direito penal, falava num decline of reverence for the rule of law, assinalando a profunda relação entre o direito e a moral social, os mores maiorum, no âmbite dos regimes democráticos.

Por Gottfried Dietze, Two Concepts of the Rule of Law, Indianapolis, Liberty Fund, 1973.

06/11/2008

Saito prevê para 2009 compra de novos caças para FAB


O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, informou hoje que espera assinar, até o final de 2009, contrato de compra de novos caças supersônicos para a renovação da frota de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Três empresas estão na disputa para fornecer ao Brasil os caças: a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca SAAB.

"As três empresas vão apresentar suas propostas em 90 dias, e depois a comissão vai analisar exaustivamente e vai discutir com cada uma delas. Vamos conversar com os empresários e a indústria brasileira. Então, tudo isso é um ritual. De maneira que esperamos até o final do ano que vem que a gente tenha novidade sobre isso", disse Saito, depois de participar do lançamento de Frente Parlamentar da Defesa Nacional.

O comandante afirmou que o mais importante "é a transferência de tecnologia e compensação comercial". Ele disse que não existe nenhuma empresa favorita: "Todas estão em posição igual." A empresa que vencer o processo fornecerá ao Brasil 36 aeronaves, que devem começar a ser entregues em 2014. Os novos caças deverão ter vida útil de, no mínimo, 30 anos, e substituirão gradativamente os atuais caças Mirage 2000, F-5M e A-1M

Do Msn

03/11/2008

Secretária de Renda e Cidadania morre em acidente na Argentina

A secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rosani Cunha, morreu em um acidente de carro na Argentina. Segundo o consulado do Brasil em Buenos Aires, ela estava acompanhada pelo marido e por um outro passageiro quando aconteceu o desastre, na noite de ontem (1º). Os dois não correm perigo de morte. Rosani Cunha tinha ido para a Argentina para participar de um evento.

O acidente ocorreu na cidade de 25 de Maio, a 200 quilômetros de Buenos Aires.

Segundo informações disponíveis no site do MDS, a secretária nacional de Renda de Cidadania era bacharel em fisioterapia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Antes de ingressar no MDS, ocupava o cargo de assessora especial na subchefia de Assuntos Federativos da Secretaria de Coordenação Política da Presidência da República. Nesta época, atuou na interlocução do governo federal com municípios e coordenou a secretaria técnica do Comitê de Articulação Federativa, composto por representantes do governo federal e das entidades nacionais de prefeitos.

Especialista em saúde pública e administração pública, Rosani Cunha é servidora pública de carreira do governo federal desde o início de 2000, pertencente à carreira de especialista em políticas públicas e gestão governamental. Foi diretora de Gerenciamento de Investimento do Ministério da Saúde, entre 2000 e 2002, e secretária Executiva da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) no período de 1997 a 1999.

Por Daniel Lima