As principais entidades do comércio sediadas em São Paulo divulgaram nessa sexta-feira de forma invulgar (um dia depois do Natal), os resultados das vendas no período. Para não fugir a regra (eu nunca ouvi empresário dizer que as vendas foram boas), disseram que o crescimento foi abaixo do esperado. É isso mesmo, consideraram abaixo do esperado.
Quer dizer, houve crescimento na comparação com 2007, que já tinha sido muito bom, mas eles acharam que ganharam pouco. Queriam mais, mesmo após três meses de pregação do pessimismo por parte da imprensa. Aproveitando o momento, já vêm com o discurso da flexibilização das leis trabalhistas para evitar demissões.
Sinceramente, é muita cara de pau desse pessoal. Ganham, mas acham que foi pouco. Continuam pregando o pessimismo, e como forma de combatê-lo, querem tirar direitos trabalhistas.
Por Luiz Henrique Campos
27/12/2008
20/12/2008
Farra com dinheiro público. Kassab vai nomear 270 para cargos de confiança
A gestão Gilberto Kassab (DEM) vai ter à disposição 270 cargos comissionados para compor com novos aliados nas cinco secretarias recém-criadas e em 30 parques municipais. Por meio de dois projetos aprovados em segunda discussão na última sessão do ano, na madrugada de ontem, o Executivo está autorizado a nomear 197 cargos na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, 53 na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, 17 na Secretaria de Segurança Urbana e 3 cargos de "secretário especial do gabinete do prefeito" para os futuros titulares das pastas de Direitos Humanos, de Controle Urbano e Especial da Mulher.
O impacto da minirreforma administrativa será de no máximo R$ 5 milhões anuais, segundo o governo, que defende a nova estrutura para a viabilização de dois dos principais projetos do prefeito: a revisão do Plano Diretor e a criação de cem parques até 2012. "Essa minirreforma contempla o desejo da sociedade por uma cidade melhor, com mais verde e desenvolvimento, por meio de diretrizes escolhidas pela própria população", defendeu o líder de governo, José Police Neto (PSDB).
Na prática, as cinco novas secretarias e os cargos em parques também abrem espaço para Kassab compor com neoaliados como PV, PR e PPS e para agregar políticos do próprio DEM e do PSDB sem espaço no governo. A administração afirmou ontem que pretende também fazer remanejamentos para preencher as vagas criadas, como da pasta de Planejamento.
Até o início do mês, o prefeito dizia que as novas secretarias usariam estruturas já existentes, com o objetivo de conceder "status" de secretário para cargos já ocupados. A pasta de Controle Urbano, por exemplo, vai absorver a estrutura do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru). Mas para a de Desenvolvimento Urbano Kassab poderá nomear 18 assessores de salário inicial de R$ 4.053,08. A bancada do PT acusa o governo de inflar a máquina e aponta impacto de R$ 10,1 milhões nos cofres públicos.
"É um verdadeiro trem da alegria do prefeito. Ele corta R$ 2 bilhões em investimentos do governo e agora aparece com 270 novos comissionados. É muita incoerência para quem atacava a máquina do governo Marta", criticou João Antonio (PT). "O prefeito coloca em risco a manutenção da passagem a R$ 2,30 e cria um inchaço na máquina para a indicação de seus apadrinhados. Esse foi o presente de fim do ano do Kassab para a cidade", emendou Antonio Donato (PT).
O governo não considera incoerência a criação de cargos diante do corte nas estimativas de receitas para 2009. "Estamos falando de um impacto de até R$ 5 milhões que não tem nada a ver com a diminuição de receitas", rebateu Police Neto.
Especialistas divergem sobre os cargos. "Acho que a humanização da cidade passa por uma cidade com mais verde e é lógico que existe demanda grande na área. A composição política nos cargos de primeiro escalão é natural", avalia Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola de Sociologia e Política.
Para o cientista político da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Fernando Antonio Azevedo, "criar cargos num momento de crise financeira é incoerente com um governo que promete austeridade no controle dos gastos".
O jornal Folha de São Paulo, não tocou nesse assunto. Porém uma reportagem no jornal, insinua aos leitores que se obras não forem concluídas a culpa é da câmara que corta R$ 1,9 bi do Orçamento de Kassab.
Por: Helena™
O impacto da minirreforma administrativa será de no máximo R$ 5 milhões anuais, segundo o governo, que defende a nova estrutura para a viabilização de dois dos principais projetos do prefeito: a revisão do Plano Diretor e a criação de cem parques até 2012. "Essa minirreforma contempla o desejo da sociedade por uma cidade melhor, com mais verde e desenvolvimento, por meio de diretrizes escolhidas pela própria população", defendeu o líder de governo, José Police Neto (PSDB).
Na prática, as cinco novas secretarias e os cargos em parques também abrem espaço para Kassab compor com neoaliados como PV, PR e PPS e para agregar políticos do próprio DEM e do PSDB sem espaço no governo. A administração afirmou ontem que pretende também fazer remanejamentos para preencher as vagas criadas, como da pasta de Planejamento.
Até o início do mês, o prefeito dizia que as novas secretarias usariam estruturas já existentes, com o objetivo de conceder "status" de secretário para cargos já ocupados. A pasta de Controle Urbano, por exemplo, vai absorver a estrutura do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru). Mas para a de Desenvolvimento Urbano Kassab poderá nomear 18 assessores de salário inicial de R$ 4.053,08. A bancada do PT acusa o governo de inflar a máquina e aponta impacto de R$ 10,1 milhões nos cofres públicos.
"É um verdadeiro trem da alegria do prefeito. Ele corta R$ 2 bilhões em investimentos do governo e agora aparece com 270 novos comissionados. É muita incoerência para quem atacava a máquina do governo Marta", criticou João Antonio (PT). "O prefeito coloca em risco a manutenção da passagem a R$ 2,30 e cria um inchaço na máquina para a indicação de seus apadrinhados. Esse foi o presente de fim do ano do Kassab para a cidade", emendou Antonio Donato (PT).
O governo não considera incoerência a criação de cargos diante do corte nas estimativas de receitas para 2009. "Estamos falando de um impacto de até R$ 5 milhões que não tem nada a ver com a diminuição de receitas", rebateu Police Neto.
Especialistas divergem sobre os cargos. "Acho que a humanização da cidade passa por uma cidade com mais verde e é lógico que existe demanda grande na área. A composição política nos cargos de primeiro escalão é natural", avalia Rui Tavares Maluf, da Fundação Escola de Sociologia e Política.
Para o cientista político da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Fernando Antonio Azevedo, "criar cargos num momento de crise financeira é incoerente com um governo que promete austeridade no controle dos gastos".
O jornal Folha de São Paulo, não tocou nesse assunto. Porém uma reportagem no jornal, insinua aos leitores que se obras não forem concluídas a culpa é da câmara que corta R$ 1,9 bi do Orçamento de Kassab.
Por: Helena™
15/12/2008
Toyota adia investimentos no Brasil
A Toyota decidiu adiar os investimentos que havia previsto para o Brasil, noticia o jornal Gazeta Mercantil desta segunda-feira.
Outros planos da fabricante japonesa para expansão da produção na Índia e na China foram igualmente suspensos, por ora, devido à crise global, refere o artuigo citando um anúncio da companhia nipónica divulgado no último fim-de-semana.
Além disso, a empresa irá eliminar os prémios de desempenho de executivos, devido à queda das vendas de carros, provocada pela crise mundial e pela valorização do iene.
Blog com Agências
Outros planos da fabricante japonesa para expansão da produção na Índia e na China foram igualmente suspensos, por ora, devido à crise global, refere o artuigo citando um anúncio da companhia nipónica divulgado no último fim-de-semana.
Além disso, a empresa irá eliminar os prémios de desempenho de executivos, devido à queda das vendas de carros, provocada pela crise mundial e pela valorização do iene.
Blog com Agências
07/12/2008
A nova Justiça Brasileira

A condenação de Daniel Dantas a dez anos de prisão pelo Juiz Fausto De Sancis enseja uma reflexão que pode ser animadora, apesar dos pesares. E estes, os pesares, dizem respeito à velha Justiça corporativista, leniente com poderosos e dura com os humildes, que sempre existiu no país.
A sentença do Juiz De Sanctis mostra que, se hoje as oligarquias ainda contam com um Gilmar Mendes para defender seus interesses políticos e econômicos, mantendo a cúpula do Judiciário brasileiro como a porta por onde corruptos vêm escapando da Justiça há gerações, pode-se esperar que, em alguns anos, comecemos a ver chegar ao topo desse Poder magistrados como De Sanctis.
E essa nova geração de homens públicos, de juízes e de procuradores como o juiz federal supra mencionado ou como o procurador Rodrigo De Grandis, ou de policiais como Protógenes Queiróz, não se restringe a estes. Eles são a ponta mais visível do crescente contingente de idealistas que chegam ao Judiciário com uma visão nova da Justiça e acreditando na igualdade de todos perante a Lei.
Nesse episódio da Operação Satiagraha, que agora culmina com a primeira condenação grave contra Daniel Dantas, tem-se gravações que mostram tentativa clara, cristalina, insofismável, escandalosamente comprovada de que, a mando do condenado, comparsas dele tentaram corromper policiais para que o excluíssem das investigações.
A defesa de Dantas, que está recebendo milhões e milhões de reais, desqualifica e acusa juízes e policiais até de "forjarem provas" contra o banqueiro. Falam com a maior naturalidade do mundo e as gravações explicam por que. Os pretensos corruptores dos policiais, agindo em nome de Dantas - e citando-o nominalmente, inclusive - afirmam que o banqueiro estaria "se lixando" para processos contra si porque seriam barrados ou no STJ ou no STF.
Tais declarações, dadas num contexto que ninguém poderia imaginar que pretendessem prejudicar um Gilmar Mendes, por exemplo, deveriam abalar as estruturas da República. É inadmissível que a cúpula do poder Judiciário, diante de tão grave denúncia, continue agindo como se estivesse acima de qualquer suspeita.
Mas, enfim, estamos no Brasil, onde sempre foi assim, onde todo mundo sempre soube que é assim e onde ninguém admite publicamente que é assim, apesar de que é assim que é.
O Ministério Público Federal e os jovens juízes que vêm chegando ou que vão avançando na carreira da magistratura, estão muito distantes de um Gilmar Mendes. A Procuradoria-Geral da República é uma das mais sérias instituições desse tipo no mundo, atualmente.
Vejam aquela representação que a ONG Movimento dos Sem Mídia protocolou no Ministério Público Federal acusando a mídia de alarmismo durante o surto de febre amarela no início deste ano. Se há dez anos disséssemos que tal denúncia seria seriamente investigada, como está sendo, ninguém acreditaria.
Por mais que Dantas, Mendes, esses partidos políticos e meios de comunicação, todos unidos, tentem desanimar a sociedade, tentem passar à maioria a idéia de que "é assim mesmo", de que "sempre será assim", de que temos que aceitar que haja uma Justiça para pobre e outra para rico no Brasil, a coragem de um De Sanctis, de um Protógenes, de um De Grandis mostra que o futuro será melhor.
Isso acontece porque o setor pensante da sociedade vai entendendo que uma Justiça como a que ainda temos no Brasil constitui sério entrave ao processo civilizatório, à prosperidade e à paz social. Esses processos são lentos, mas inexoráveis. Quem viver, verá.
Por Eduardo Guimarães
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