O Índice de Confiança da Justiça (ICJ-Brasil), levantado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP) num trabalho coordenado, também, pela FGV-SP, revela uma queda da confiança da população no Judiciário. O índice é aferido numa escala de zero a 10 e, nos últimos três meses de 2010, fechou em 4,2 pontos. A sondagem do trimestre anterior apontava 4,4 pontos.
Ao todo foram entrevistados 1.570 brasileiros em seis Estados - MG, PE, RS, BA, RJ, SP - mais o DF. Destes, Minas apresenta o maior índice de confiança na Justiça (4,4 pontos); Pernambuco, o menor (4,1 pontos).
Aos pesquisadores, 64% dos entrevistados disseram que a Justiça é pouco ou nada honesta; 78% consideram-na de acesso caro; e 59% acham que ela recebe influência política. Entre os entrevistados, 46% já recorreram à Justiça ou tiveram alguém próximo que o fez.
Na realidade, esta pesquisa não pode deixar de funcionar como um alerta ao poder Judiciário e, também ao Legislativo - este, responsável pela elaboração das leis, portanto, pelas mudanças na Justiça. Os dados da São Francisco/FGV-SP devem ser levados em conta e debatidos pelas entidades da magistratura, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil - OABs (nacional e estaduais), servidores da justiça e seus sindicatos.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve dar uma atenção especial a três aspectos: o fato de a Justiça no Brasil ser cara, como atestam 78% dos entrevistados; ser vista como influenciada pelo poder político (59%); e, o 3º e mais grave - o alto índice (64%) dos que a consideram desonesta.
Com blogs
0 comentários:
Postar um comentário