10/07/2011

Sucesso - Cresce a produção no Pré-Sal

O pré-sal brasileiro avança e a necessidade por mão de obra qualificada torna-se cada vez mais urgente no nosso país. A bacia de Santos (SP) subiu do 5º para o 2º lugar no rankink das principais produtoras de petróleo no pré-sal.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) que comparou os números de fevereiro a maio deste ano, a região saltou de 63 mil barris/dia de petróleo e gás para 130 mil barris diários. Um crescimento de 106%!

A região, tudo indica, poderá atingir até o final desta década o nível de produção de Campos, no Rio, que lidera o ranking nacional. Nosso país conta hoje com três importantes bacias de pré-sal: a de Tupi (ES), esta de Santos (SP) e a de Campos (RJ). No total, o Brasil tem uma produção de 1,9 milhão de barris de óleo e gás por dia.

Vem aí um aumento da produção

Com as novas descobertas, como por exemplo, as anunciadas recentemente pelo consórcio constituído pela Petrobras e as estrangeiras Repsol Sinopec (35%) e Statoil (35%) no poço da Gávea, no Rio (leia), a produção tende a aumentar ainda mais. Estima-se que na região da Bacia de Campos, exista o equivalente a 3,5 bilhões de barris de petróleo nos seis poços abertos.

O potencial do pré-sal é medido pela produtividade dos poços. O líder continua sendo o bloco BM-S-11, com 28,4 mil barris de óleo por dia. Em termos de barris de óleo equivalente (inclui gás natural) o poço lidera, com 36,3 mil barris de petróleo e gás. Além disso, suas reservas são estimadas em, pelo menos, 6,5 bi de barris.

O avanço na área petrolífera mostra a necessidade de mão de obra qualificada. Com o aumento de produção na Bacia de Santos, por exemplo, mais de 30 mil novas vagas de trabalho foram abertas na região. Segundo o Ministério do Trabalho o aumento no número de contratações de estrangeiros, por exemplo, é uma decorrência do começo das atividades do pré-Sal.

Mão de obra qualificada

No primeiro semestre do ano, entraram no país cerca de 26.545 empregados, um aumento de 19,64% se compararmos com o mesmo período do ano passado. Já o número de autorizações temporárias (válidas até dois anos) avançou 18,9% e o de autorizações permanentes, 30,3%.

Embora o Brasil, dentre as grandes economias, seja um dos que tem menor entrada de profissionais estrangeiros, está mais do que evidente a urgência de investimentos em qualificação, educação, além daqueles em ciência e tecnologia no nosso país.

Esse esforço se faz necessário para alavancarmos o nosso desenvolvimento. As oportunidades, apesar de toda torcida contra o pré-sal, estão aí.

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